terça-feira, 17 de outubro de 2017

Sou uma mutante!


Calma, irei explicar o título da postagem! Não sou a mulher lagarto, não possuo super poderes ou algo do gênero, mas descobri, recentemente, que estou entre os 0,1% da população que possue a mutação nos genes BRCA1 e BRCA2. Essa mutacão aumenta muito o risco de câncer de mama e ovário! Já tive câncer de ovário em 2011, recidiva em 2015 e, para prevenir o câncer de mama, a mastectomia profilática bilateral me foi indicada! Realmente, não é uma decisão fácil! Mas o que fazer quando se tem 80% de chances de se ter câncer de mama? Minha saga continua!

Entenda mais sobre essa mutação no artigo abaixo.


BRCA1 e BRCA2 são genes que todos nós temos, cuja função é impedir o surgimento de tumores através da reparação de moléculas de DNA danificadas. O BRCA1 e o BRCA2 são, portanto, genes que nos protegem do aparecimento de cânceres. Quando um desses genes sofre uma mutação, ele perde sua capacidade protetora, tornando-nos mais susceptíveis ao aparecimento de tumores malignos, nomeadamente câncer de mama, câncer de ovário e câncer de próstata.
O QUE SÃO OS GENES BRCA1 E BRCA2
O câncer é uma doença que surge quando uma célula de um órgão ou tecido sofre mutação, perde suas características básicas e passa a se multiplicar de forma descontrolada, espalhando-se pelo corpo. O câncer surge habitualmente quando o DNA da célula sofre uma lesão.
Como agressões ao DNA celular ocorrem a toda hora, como nos casos de exposição à radiação solar, à toxinas no ar ou nos alimentos, contato com vírus, consumo de drogas (lícitas ou ilícitas), etc., se o nosso organismo não tivesse mecanismos de defesa, todos nós teríamos câncer precocemente. Entre os vários mecanismos contra o surgimento de tumores, estão os anti-oncogenes, genes responsáveis por reparar as lesões do DNA. O BRCA1 e BRCA2 são dois exemplos da família dos anti-oncogenes.
Quando os anti-oncogenes BRCA1 ou BRCA2 sofrem mutação – e já foram identificadas mais de 1000 mutações distintas -, eles perdem a capacidade de suprimir o surgimento de tumores, deixando o indivíduo mais exposto ao desenvolvimento de cânceres, principalmente os cânceres de mama e ovário. A razão pela qual as mutações no BRCA1 e BRCA2 predispõem o desenvolvimento preferencialmente de tumores da mama e do ovário ainda não está esclarecida (como veremos à seguir, outros tumores também estão relacionados aos genes BRCA1 e BRCA2, mas em proporções menores).
O gene BRCA1 ou BRCA2 mutante pode ser passado de uma geração para outra, o que explica a existência de famílias com história de câncer de mama ou ovário em vários dos seus membros. Atualmente já existem testes para identificar a presença de mutações nestes dois genes, servindo para identificar precocemente as mulheres mais susceptíveis aos cânceres de mama e ovário.
Cabe aqui salientar que esta mutação não é muito comum, acometendo apenas cerca de 0,1% da população.

RISCO DE CÂNCER RELACIONADO AOS GENES BRCA1 E BRCA2
As mulheres com mutações BRCA1 e BRCA2 têm riscos significativamente elevados de câncer de mama e de câncer de ovário. O risco de câncer de mama é de 50 a 85% e o de câncer de ovário entre 15 a 45%. Quanto mais tempo a mulher vive, maior será o seu risco de ter câncer. Por exemplo, praticamente todas as mulheres com mutação destes genes que vivem até 90 anos já terão tido pelo menos um episódio de câncer de mama ao longo da sua vida. Há também um risco aumentado de um segundo diagnóstico do câncer de mama, ou seja, a mulher com mutações do BRCA1 e BRCA2 tem alto risco de ter um novo câncer de mama, mesmo que tenha conseguido se curar de um câncer prévio.

Os homens portadores do genes BRCA1 ou BRCA2 mutantes também têm um risco aumentado de câncer de mama, mas em proporções bem menores que nas mulheres, cerca de 10% apenas. Por outro lado, o risco de câncer de próstata é até 5 vezes maior para portadores de mutações no gene BRCA2, e 2 vezes maior para as mutações do gene BRCA1 (leia: CÂNCER DE PRÓSTATA | Sintomas e tratamento).

Há outros cânceres relacionados aos genes BRCA1 ou BRCA2 mutantes, mas a frequência é bem menor. Exemplos são os cânceres de pâncreas, cólon, colo do útero, trompas, vias biliares e melanoma.
CÂNCER DE MAMA E O BRCA1 E BRCA2
De todos os cânceres relacionados às mutações dos genes BRCA1 ou BRCA2, o câncer de mama é claramente aquele com relação mais íntima. Porém, como a mutação do BRCA1 ou BRCA2 está presente em apenas 0,1% da população, a imensa maioria dos casos de câncer de mama ocorre em mulheres sem mutações destes genes. Só conseguimos identificar mutações dos genes BRCA1 ou BRCA2 em cerca de 5 a 10% de todos os casos de câncer de mama.

Resumindo:
1- a grande maioria das mulheres com câncer de mama não tem mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2.
2- a grande maioria das mulheres com mutação dos genes BRCA1 ou BRCA2 terá câncer de mama em algum momento da vida.
Só como comparação, em média, 12 em cada 100 mulheres na população geral terão câncer de mama ao longo da sua vida, enquanto que nas mulheres com mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2 esta taxa é de 60 para cada 100 mulheres.
QUANDO PESQUISAR A MUTAÇÃO NOS GENES BRCA1 OU BRCA2
Como apenas 0,1% da população possui os genes BRCA1 ou BRCA2 defeituosos não é prático nem economicamente viável sair pesquisando o gene indiscriminadamente em todo mundo.
A existência de dois familiares com câncer de mama não é sinônimo de haver uma mutação genética herdada. A maioria das pessoas ou famílias com câncer de mama não têm mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2. Para se pensar na mutação e, consequentemente, na pesquisa dos genes defeituosos, algumas características devem estar presentes:
– Diagnóstico de câncer de mama ou ovário em 3 ou mais membros da família.
– Diagnóstico do câncer de mama antes do 50 anos de idade em pelo menos um membro da família.
– Pessoas com 2 episódios distintos de câncer de mama (não estamos falando em recidiva do primeiro tumor, mas sim em cura e surgimento posterior de um novo câncer).
– Familiares próximos com câncer de mama e câncer de ovário.
– Câncer de mama em homens.
– Câncer de mama nas duas mamas.
– Paciente com câncer de mama e vários familiares com outros tipos de câncer, como pâncreas, próstata ou cólon.
TESTE GENÉTICO PARA MUTAÇÕES DO GENES BRCA 1 OU BRCA 2
A interpretação dos resultados dos testes genéticos para BRCA 1 ou BRCA 2 nem sempre é fácil de ser feita. Os resultados podem ser:
1. Positivo para a mutações reconhecidamente perigosas dos genes BRCA1 ou BRCA2 – Significa que foi identificada na paciente uma mutação que é conhecida por estar associada com um aumento do risco para o câncer de mama ou ovário.
2. Provável negativo – Significa que a paciente não tem uma mutação conhecida do BRCA1 ou BRCA2. Este resultado não exclui a possibilidade da paciente ter um risco hereditário de câncer. Nem todas as mutações são detectadas nos testes atuais. Além disso, há muitas mutações genéticas que ainda não foram descobertas.
3. Negativo real – Significa que uma mutação do BRCA1 ou BRCA2 sabidamente existente em um dos seus familiares foi descartada na paciente. Este resultado geralmente significa que os riscos de câncer de mama na paciente são os mesmos que as de outras mulheres na população em geral.
4. Positivo para a mutação genética de significado desconhecido – Significa que a paciente tem uma mutação genética, mas não se sabe ainda se esta mutação específica aumenta o risco de câncer de mama ou câncer de ovário.
Atenção: um resultado negativo não significa que você não possa desenvolver um câncer, assim como um resultado positivo não quer dizer que você obrigatoriamente irá desenvolver câncer. Nos casos de teste positivo, entre 50 e 85% das mulheres irão desenvolver câncer de mama em algum momento da vida. No caso do câncer de ovário, esta taxa é de 15 a 45% (mais alta no BRCA1 que no BRCA2).
O QUE FAZER QUANDO A PESQUISA GENÉTICA PARA MUTAÇÕES DO BRCA1 OU BRCA 2 É POSITIVA
Quando a paciente recebe a notícia de ter uma mutação reconhecidamente perigosa dos genes BRCA1 ou BRCA2, algumas opções para a prevenção do câncer de mama e de ovário devem ser colocadas à mesa.
a) Rastreio frequente
Mulheres devem seguir a seguinte rotina de rastreio de malignidades:

– Auto-exame da mama mensalmente com início aos 18 anos.
– Exame clínico das mamas por médico experiente duas a quatro vezes por ano, começando aos 25 anos.
– Mamografia ou ressonância magnética da mama a cada seis meses, com início aos 25 anos.
– Rastreio do câncer de ovário com ultra-som transvaginal e níveis sanguíneos de CA-125 duas vezes por ano, com início aos 35 anos (ou 10 anos antes do caso mais precoce da família).
Homens devem seguir a seguinte rotina de rastreio de malignidades:
– Auto-exame da mama mensalmente.
– Exame clínico das mamas por médico experiente semestralmente.
– Mamografia anual, principalmente se houver ginecomastia (leia: GINECOMASTIA (mama masculina)).
– Rastreio apropriado para o câncer da próstata.
b) Cirurgia preventiva
A mastectomia (retirada cirúrgica das mamas) bilateral e a remoção das trompas e dos ovários é uma opção radical, mas com resultados muito favoráveis na prevenção do câncer nas pacientes com mutações dos genes BRCA1 ou BRCA2.
A retirada das mamas reduz em mais de 90% o risco de câncer de mama. A cirurgia mais efetiva é a retirada total da mama, mas técnicas mais modernas, que envolvem a preservação dos mamilos e da pele parece ter resultados semelhantes com menos danos estéticos. A maioria das mulheres pode fazer uma cirurgia plástica reconstrutora após a mastectomia.
Nas mulheres entre 35 e 40 anos, com prole já estabelecida, a retirada dos ovários pode ser também indicada. Este procedimento reduz o risco de câncer de ovário em 90% e também colabora com uma redução de 60% no câncer de mama.
Apesar dos resultados favoráveis, ambas as cirurgias acarretam grande impacto emocional nas pacientes. A mastectomia bilateral pode ter efeitos desfavoráveis tanto na auto-estima quanto na libido da paciente. Já a ooforectomia (retirada dos ovários) leva à menopausa precoce (leia: MENOPAUSA PRECOCE).
c) Prevenção com medicamentos
Um medicamento chamado tamoxifeno pode reduzir o risco de câncer de mama nas mulheres que apresentam mutações do BRCA, embora o grau de redução não esteja ainda claro. Anticoncepcionais hormonais (pílula, adesivo de pele, anel vaginal ou implante) podem diminuir o risco de câncer.

Autor Dr. Pedro Pinheiro  Atualizado em 4 Maio, 2017

domingo, 24 de setembro de 2017

Ser bonzinho demais pode fazer mal!


Provavelmente, você já deve ter ouvido a frase: “bonzinho só se ferra”. Pois bem, existe um certo acordo universal, que parece realmente transformar essa frase em realidade, mas não é por isso que devemos parar de praticar atos bondosos, porém, as vezes, precisamos saber para quem estamos sendo bons para depois não ficarmos nos remoendo de raiva por ter sido feitos de trouxas! Existe muita gente nociva e oportunista por aí...

Por isso, confira a seguir 9 coisas importantes que você precisa parar de fazer por ser bonzinho demais:

1. Dar desculpas para todo mundo.

Você precisa parar de dar razão aos maus comportamentos de outras pessoas contigo.

Algumas pessoas são manipuladoras e más, e vão encontrar em sua bondade uma forma de se aproveitar sempre de você.

2. Manter a paz a todo custo

Você até pode ser uma pessoa que não gosta de brigas e sempre quer manter a paz, porém, vai chegar em alguns momentos que precisa se impor. Pare de fugir de conflitos e se defenda, mesmo que isso vá completamente contra os seus princípios (não estamos falando para cair de mão nos outros, porém,  defender o seu ponto de vista é o ideal).
Não deixem que confundam sua gentileza com fraqueza.

3. Não expressar o que realmente está sentindo

Contanto que você não venha a prejudicar ninguém, diga o que realmente está sentindo. Nem sempre é educado acatar tudo o que lhe dizem, por medo de causar uma má impressão. Às vezes, vale muito mais a pena você expressar seu ponto de vista para que possam entrar em verdadeira sincronia.

4. Tentar ser perfeito

Pare de se rebaixar e ver os outros como pedestais de perfeição. Comece a apreciar melhor seu jeito de viver, suas fraquezas, suas falhas e lembre-se que ninguém é perfeito o tempo todo. Assim, você vai começar a se amar e a viver de uma maneira bem melhor.

5. Tentar fazer todo mundo feliz

Tentar agradar os outros é uma maneira muito baixa de viver. No final do dia, sempre vai ter algum problema com o que você faz ou é. Portanto, lembre-se que ninguém pode fazer os outros felizes todos os dias! O único com que você precisa se preocupar realmente é o seu ‘eu interior’.

6. Sucumbir ao abuso emocional

Você precisa aprender a reconhecer quando alguém está te fazendo mal, está te dominando ou traindo. Impeça que alguém projete suas próprias inseguranças em você, ninguém pode fazer com que você se sinta inferior ao que realmente é.

7. Dizer sim quando na verdade é não

Jamais deixe que alguém te faça se sentir mal quando está certo. Não tem nada de errado em se defender... se você tem sua voz, use-a. Você pode sim dar sua opinião.

Pare de deixar as pessoas fazerem você se sentir mal, por estar recusando algo que realmente não quer.

8. Colocar as necessidades dos outros antes da sua

Claro que isso não é valido para familiares próximos ou filhos. Porém, lembre-se que suas necessidades não serão tão importantes para os outros quanto são para você. Lembre-se que você é um humano como qualquer outro e existe um limite para sacrifícios feitos para os outros.

Não se perca dando sua vida para as necessidades de quem as possa cumprir.

9. Pensar que você não é capaz

Você tem o maior dom de todos, a vida. Então pare de achar que não é digno de ter as mesmas maravilhas que os outros. Use as dificuldades do caminho como motivação, e cada obstáculo vencido é somente um passo a mais em sua vida.

Aprenda a recuperar a própria autoestima e assuma o controle de seu corpo e mente, para assim assumir o controle da própria vida. Lembre-se: Seja bom, mas não seja bobo!




terça-feira, 12 de setembro de 2017

Rucaparib para câncer de ovário recorrente

  • Data: 08 de setembro de 2017
  • Fonte: ESMO 2017

LUGANO-MADRID - A terapia de manutenção de Rucaparib aumenta a sobrevivência livre de progressão no câncer de ovário recorrente mutante de BRCA em 77%, de acordo com os resultados de atraso do teste ARIEL3 relatado hoje no Congresso ESMO 2017 em Madri. (1)
A maioria dos cânceres de ovário apresenta-se como doença avançada e 80% desses pacientes se repetirão após o tratamento de primeira linha. Os pacientes muitas vezes respondem novamente à quimioterapia, particularmente à base de platina, mas quase inevitavelmente recaem novamente e, eventualmente, morrem de sua doença. São necessários tratamentos de manutenção para reduzir a recorrência em pacientes que já recaíram.
A enzima PARP ajuda a iniciar o reparo do dano do DNA para que as células possam continuar a se dividir. Os processos de reparo do DNA são inerentemente prejudicados em células tumorais com mutações BRCA. Os inibidores de PARP, como o rucaparib, bloqueiam o reparo do DNA e as células com mutações BRCA morrem.
Pouco mais de 20% dos pacientes com câncer de ovário apresentam mutações BRCA e são suscetíveis a inibidores de PARP. Alguns outros com a doença também são suscetíveis, como pacientes que respondem a quimioterapia à base de platina e aqueles com alto grau de perda genômica de heterozigosidade (LOH), o que significa que o DNA do tumor está marcado e os mecanismos de reparo do DNA são defeituosos.
ARIEL3 incluiu 564 pacientes com câncer de ovário de alto grau que responderam a quimioterapia à base de platina na segunda ou terceira linha de tratamento. Os pacientes foram randomizados 2: 1 para terapia de manutenção de rucaparib ou placebo. O desfecho primário foi a sobrevivência livre de progressão, que foi medida sequencialmente em três grupos se o benefício fosse encontrado no grupo anterior: 1) mutante BRCA; 2) BRCA mutante ou BRCA tipo selvagem com LOH alto (em conjunto chamado de recombinação homóloga deficiente ou HRD); 3) intenção de tratar (população de estudo inteira).
Rucaparib levou a uma melhoria estatisticamente significativa na sobrevivência livre de progressão em todos os três grupos. A sobrevida livre de progressão aumentou de 5,4 meses para 16,6, 13,6 e 10,8 meses nos grupos 1, 2 e 3, respectivamente, com taxas de risco de 0,23, 0,32 e 0,36, respectivamente.
"A melhora na sobrevivência livre de progressão foi maior no grupo mutado BRCA, que teve um aumento de 77%, mas foi observado em três subgrupos que foram avaliados", disse o primeiro professor Prof Jonathan Ledermann, professor de oncologia médica, UCL Cancer Institute , Londres, Reino Unido.
Em análises exploratórias, os pacientes sem mutações BRCA (tipo selvagem) foram divididos em indivíduos com LOH alto e baixo. Como esperado, os pacientes com LOH alto apresentaram maior melhora na sobrevida livre de progressão do que aqueles com LOH baixo. Mas em subgrupos LOH altos e baixos, o rucaparib foi significativamente maior que o placebo estatisticamente.
Ledermann disse: "Esperávamos que o teste LOH distinguisse os respondentes de não respondedores, mas os grupos LOH alto e baixo se beneficiaram. No entanto, a magnitude do benefício de sobrevivência livre de progressão foi maior nos pacientes de alto padrão tipo BRCA / LOH ".
Rucaparib foi bem tolerado e apenas 13% dos pacientes tiveram que interromper a medicação devido a efeitos colaterais. O perfil de segurança do rucaparib em ARIEL3 foi consistente com os estudos anteriores da fase II.
Ledermann concluiu: "Os inibidores de PARP são o maior desenvolvimento na terapia do câncer de ovário desde a introdução de medicamentos de platina no final da década de 1970 e início da década de 1980. Rucaparib é claramente um membro exemplar dessa excitante classe de drogas que pode ser usada para tratar mulheres com câncer recorrente de ovário na configuração de manutenção ".
Comentando sobre os resultados, o Dr. Andrés Poveda, Chefe da Clínica de Câncer Ginecológica, Instituto de Fundação de Oncologia de Valência, Espanha, Presidente do Intergrupo de Câncer Ginecológico (GCIG), Membro da Faculdade de Ciência da Ceira de Ginecologia da ESMO, afirmou: "O ARIEL3 conseguiu uma diminuição enorme no risco de recaída com rucaparib. Todos os subgrupos de pacientes se beneficiaram, especialmente aqueles com mutações BRCA, mas também pacientes com deficiência de recombinação homóloga (DRH) ".
"Na Europa, o inibidor PARP olaparib é licenciado como terapia de manutenção, mas apenas para pacientes com mutações BRCA germinativas", acrescentou. "Estamos aguardando uma decisão sobre o niraparib, outro inibidor de PARP. A adição de rucaparib expandiria a população de pacientes que receberam benefícios desse tipo de drogas ".
Poveda concluiu: "Medicina personalizada chegou ao câncer de ovário grave de alto grau. São necessários mais estudos para identificar biomarcadores preditivos de resposta a inibidores de PARP. Especificamente, precisamos saber se existem fatores não-HRD que prevêem a resposta ".
-FIM-

ESMO 2017 - Novidades para tratamento cânceres ginecológicos



O Dr. Fernando Cotait Maluf traz algumas novidades sobre tratamento oncológico, direto do congresso anual da European Society for Medical Oncology - o ESMO 2017. Ele destaca os importantes avanços nos cuidados dos cânceres ginecológicos, entre eles, o de ovário.


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

20 dores no corpo que podem estar ligadas às emoções

A dor fala mais do que estamos vivendo do que se imagina.

Se você está sofrendo com algum tipo de dor, este post pode ajudar a encontrar a causa.

Não se assuste se essa causa não for uma inflamação ou lesão, mas um problema emocional.

1. Dores musculares: revela que a pessoa está com dificuldades em aceitar mudanças.A pouca flexibilidade na vida pode ser prejudicial, procure se adaptar às novas situações.

2. Dor de cabeça: você tem uma decisão a tomar?

Então se posicione!

A tensão provoca estresse. Procure relaxar e deixar a mente mais leve.

3. Dor de garganta: esta é uma dor bem comum e pode ser o indicador de que você está com problemas de perdoar, seja os outros ou até a si mesmo(a).

Reflita sobre o amor e a compaixão.

4. Dor nas gengivas: talvez seja a dificuldade de tolerar ou de tomar decisões.

A indecisão e o desconforto causado por ela são muito perigosos!
Cuidado!

5. Dor nos ombros: pode indicar uma sobrecarga emocional.

Não carregue tanto peso sozinho(a), distribua.

Além disso, não acumule problemas, resolva-os.

6. Dor de estômago: parece engraçado, mas é real.

Se você não "digeriu" bem alguma situação ruim, pode ter dores no estômago.

7. Dores na parte superior das costas: procure alguém para compartilhar os problemas e alegrias.

Este pode ser o indício de que você precisa de apoio emocional.
8. Dor na região lombar: pode ser sinal de falta de dinheiro ou de apoio emocional.
Seja otimista e reaja.

9. Dores no sacro e cóccix: há situações que precisam ser resolvidas e você está ignorando?

Pense bem.

10. Dor de cotovelo: outra parte do corpo que está bem relacionada à resistência a mudanças.

Ouse!

Se não for possível, pelo menos trabalhe sua mente para se ver livre do que está pressionando.

11. Dor nos braços: é pesado carregar algo ou alguém com muita carga emocional.

Veja se é necessário mesmo fazer isso.

Reflita sobre o assunto.

12. Dor nas mãos: mostra falta de conexão com as pessoas ao seu redor.

Procure fazer novos amigos e estreitar os laços de amizade com os mais antigos.

13. Dor nos quadris: se você anda com medo de agir, isso pode resultar em dor nos quadris.

Está pensando em novas ideias?

Posicione-se! Isso vai lhe dar grande alivio.

14. Dor nas articulações: músculos e articulações são flexíveis.

Seja como eles: procure novas experiências na vida - com responsabilidade.

15. Dor nos joelhos: provavelmente seja o orgulho.

O que acha de ser humilde e aceitar as diferenças e circunstâncias?

Sabemos que não é fácil.

No entanto, é necessário.

Você é mortal, como todos os outros - não perca tempo e viva em amor.

16. Dor de dente: pense positivo.

Se estiver em situações difíceis, tenha fé que tudo será resolvido.

Esta dor simboliza um fato que não está agradando a você.

17. Dor no tornozelo: seja mais tolerante com si mesmo(a).
Permita-se ser feliz e não cobre tanto.

O que acha que dar um toque especial na vida amorosa?

18. Dor que causa fadiga: viva novas experiências.

Livre-se do tédio!

19. Dor nos pés: um novo passatempo ou um animalzinho de estimação pode pôr fim à vida deprimida de qualquer pessoa.

Não permita pensamentos negativos, e os positivos farão você "voar".

20. Dores em várias partes do corpo: nosso corpo é formado por energia.

Se você estiver uma pessoa muito negativa, vai sofrer dores e ter uma queda na imunidade.

Cuidado!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Exame de sangue em estudo pode detectar câncer em estágio inicial


Teste identifica rastros do código genético de vários tipos de tumores. Biópsia líquida deve estar disponível aos pacientes no prazo de 2 a 5 anos.
Um dos centros de pesquisas médicas mais importantes do mundo anunciou nesta quarta-feira (16) o desenvolvimento de um exame de sangue que pode descobrir o câncer bem no começo.
Quando se trata de câncer, que mata mais de oito milhões de pessoas no mundo todos os anos, os médicos têm um desafio em comum: como detectar a doença antes de o paciente apresentar sintomas? Os exames atuais, muitas vezes, não conseguem identificar tumores em estágios iniciais.
Só que isso está para mudar. Os pesquisadores transformaram um simples exame de sangue em uma nova forma de fazer diagnóstico. Tumores, mesmo nos estágios iniciais, liberam partículas de DNA no sangue. Agora, essas pistas genéticas estão sendo identificadas com alta precisão.
O doutor Alessandro Leal foi oncologista no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulox, e agora faz parte da equipe do Hospital Johns Hopkins, um dos mais importantes do mundo. Ele participou da pesquisa divulgada nesta quarta-feira (16), que conseguiu melhorar e acelerar o relógio do diagnóstico do câncer.
“Nós temos uma precisão de quase 100% em dizer que essa alteração vem de uma célula tumoral”.
Os pesquisadores conseguiram criar um método minimamente invasivo, que identifica rastros do código genético de vários tipos de tumores no sangue.
“Nós utilizamos informação de DNA de 200 pacientes com tumores de mama, ovário, intestino e pulmão. São cânceres extremamente frequentes na população e, quando diagnosticados em fase avançada, a chance de cura é praticamente zero”, conta Alessandro Leal.
Ao detectar o câncer em estágio inicial, a chamada biópsia líquida pode aumentar as chances de cura e sobrevida. Segundos os pesquisadores, o novo exame deve estar disponível para pacientes em um prazo de dois a cinco anos.

13 coisas para lembrar quando alguém que amamos tem câncer

Por: Equipe Oncoguia

Quando alguém que amamos se depara com algo tão desconhecido e imprevisível quanto um diagnóstico de câncer, tudo a sua volta parece desmoronar! O que você faz? O que você diz? Como você pode ajudá-lo? Como você pode se ajudar?

Se você está passando por essa situação, aqui estão algumas coisas que você deve se lembrar:

Esqueça tudo o que você acha que sabe sobre o câncer

Cada caso é um caso. Não existe uma regra quando se fala de câncer. E a interpretação também pode variar. Você encara a situação de um jeito, mas seu ente querido pode encarar de outro, completamente diferente. Você pode ler inúmeros livros e artigos sobre a doença, mas a verdade é que cada caso é um caso, afinal o câncer se comporta de maneira imprevisível, seja para melhor ou para pior.

Pessoas com câncer não querem falar apenas sobre o câncer

As pessoas que estão enfrentando um câncer não querem conversar apenas sobre a doença. Muitas vezes elas só querem falar sobre as mesmas coisas que pessoas saudáveis falam, como, por exemplo, seu time favorito ou o último filme que assistiram. Guarde a "conversa sobre o câncer”  para a próxima consulta médica... a menos que ela queira falar sobre a doença.

Às vezes a única coisa que você precisa fazer é escutar

Uma pessoa com câncer provavelmente entende que você não compreende de fato o que ela está passando, assim como também não espera conselhos que não foram pedidos, muito menos  uma enxurrada de mensagens motivacionais. Algumas vezes essas pessoas precisam apenas de alguém para ouvi-los. Ser essa pessoa é mais importante do que você imagina.

Alguém com câncer precisa de encorajamento, não de conselhos

Se seu ente querido tem um médico de confiança, ele provavelmente irá aconselhá-lo adequadamente sobre a doença. De você, ele pode querer apenas força: alguém que segure a barra com ele. Alguém que diga "eu estarei sempre ao seu lado, nós vamos passar por isso”.

Um pequeno gesto pode ser um grande gesto

Um gesto simples como pegar o jornal ou dar uma passada pra ver se está tudo bem pode significar para ele muito mais do que você imagina. São as pequenas coisas as que realmente fazem a diferença.

Esteja atento

Seu ente querido nem sempre se sente confortável ou capaz de pedir ajuda. Fique atento, por suas palavras ou sua expressão corporal que podem dizer muitas coisas. Alguém acostumado a ser independente pode não se sentir confortável quando percebe que está começando a depender dos outros para fazer coisas que antes faziam sozinhos. Ofereça ajuda. Pergunte o que ele precisa!

Seja paciente

Assim como você, a pessoa com câncer também não sabe como lidar com a doença na maioria das vezes. Muitas vezes as pessoas acabam frustradas e isso também acaba refletindo. Seja paciente. Respire fundo e siga em frente. Cuidar de alguém com câncer é uma tarefa cheia de reviravoltas e becos aparentemente sem saídas. Não é fácil, mas você pode tornar as coisas um pouco menos difíceis!

Seja positivo

Isso não significa que você precisa manter um discurso motivacional o tempo todo ou evitar falar sobre as coisas negativas que estão acontecendo. Apenas ajude a deixar o ambiente mais leve. Dê incentivo quando perceber que ele está passando por um momento particularmente difícil, assim como você gostaria que fizessem com você. Avise que você está ali para ajudar, no que precisar.

Saiba o momento de dar espaço

Não leve para o lado pessoal se o seu ente querido aparenta estar querendo te afastar. Provavelmente não é a intenção dele. Todo mundo sofre do seu jeito, e as vezes, a pessoa pode estar precisando apenas ficar sozinho. Respeite as suas necessidades e deixe claro que, se precisarem, você está disposto ajudar. Mas não insista.

Não diga que você sabe o que o outro está passando

Cada câncer é um câncer e cada um lida com isso da sua maneira. O mesmo tipo de câncer pode afetar os indivíduos de forma diferente. Você pode até ter passado por experiências traumatizantes ou até mesmo ter vencido um câncer, mas essa não é a hora de resgatar essas experiências para mostrar a seu ente querido que você entende o que ele está passando.

Respeite suas decisões, mesmo não concordando

Uma coisa é fato: as decisões sobre o tratamento são do paciente. Se ele tomou uma decisão sem pedir a sua opinião, ou até mesmo se você não concorda com a conduta do tratamento, essa não é a hora de dar a sua opinião. As pessoas que estão passando por isso acabam perdendo o controle de muitas coisas na sua vida, então deixe que pelo menos isso ele possa decidir. Essa momento pertence a eles.

Você também precisa de apoio (mas não de seu ente querido que está com câncer)

O diagnóstico da doença de um ente querido pode realmente te abalar. Não é fácil cuidar de alguém querido e ter que lidar com os próprios sentimentos ao mesmo tempo. Você também pode precisar de apoio, isso é normal, mas buscar ou esperar esse apoio justamente dessa pessoa que precisa tanto do seu apoio não é oportuno. Procure outra pessoa, um amigo, um familiar, ou até mesmo um profissional se achar necessário. Essa ajuda pode ser essencial para te dar forças para ajudar quem mais precisa de você.

Ainda existe uma pessoa atrás de tanto sofrimento

E é uma pessoa muito querida. O tratamento e a doença por si só já são capazes de mudar uma pessoa. As vezes esse impacto é tão grande que você não é mais capaz de reconhece-la. Mas ela ainda está lá. Ainda é a mesma pessoa que você conhece e tanto ama. Releve as mudanças negativas. Acima de tudo, lembre que apesar do que possa acontecer, vocês vão passar por isso juntos e logo as coisas voltarão a ser como antes, ou até melhor.

Conheça o Instituto Oncoguia:www.oncoguia.org.br

Sou uma mutante!

Calma, irei explicar o título da postagem! Não sou a mulher lagarto, não possuo super poderes ou algo do gênero, mas descobri, recentemen...