quarta-feira, 24 de julho de 2013

Sobreviventes de câncer de ovário experimentam angústia a longo prazo

Autora Barbara Boughton


Sobreviventes do câncer de ovário continuam a apresentar estresse psicológico mesmo 5 anos ou mais após completarem o tratamento e apresentam um subdiagnóstico de ansiedade quanto a possibilidade de recorrência, de acordo com pesquisadores no 60º Encontro Clínico Anual do Congresso Americano de Ginecologia e Obstetrícia.
No estudo, pesquisadores liderados por Arvind Bakhru, MD, MPH, da University of Michigan, Ann Arbor, estudaram mulheres diagnosticadas e tratadas para câncer de ovário na University of Michigan durante um período de 10 anos (de 1999 a 2009). Todas as mulheres foram tratadas há mais de seis meses antes do início da pesquisa, e algumas estavam em remissão por mais de 5 anos. Cada mulher completou o Inventário para Medo da Recorrência do Câncer, um questionário que examina gatilhos para o medo da recorrência, severidade do medo, estresse psicológico, e estratégias de enfrentamento.
Os pesquisadores compararam os resultados desses questionário para mulheres que haviam recebido o tratamento até menos de 3 anos antes da pesquisa, aquelas que foram tratadas entre 3 e 5 anos, e aquelas em remissão por mais de 5 anos.
Os resultados indicaram que embora a maioria das mulheres tivesse discutido seu risco de recorrência com o oncologista (63,9%), apenas 13,1% relataram ter alguma coisa por escrito a respeito do risco de recorrência. Embora a chance de recorrência reduza significativamente com a remissão a longo prazo, mesmo mulheres que sobreviveram por 5 anos ou mais relataram apresentar estresse psicológico anos mais tarde.
Poucas mulheres confidenciaram seus medos para membros da família ou amigos. Mais de 59% das respondedoras da pesquisa disseram não conservar com os outros a respeito do medo da recaída, e apenas 6,3% haviam se juntado a grupos de apoio para mulheres com câncer de ovário.
O estresse psicológico, a gravidade da ansiedade, e o prejuízo funcional melhoraram com o tempo entre as mulheres da pesquisa. No entanto, os gatilhos para ansiedade, a preocupação sobre a recorrência, e as estratégias de enfrentamento não foram significativamente diferentes entre aquelas que estavam em remissão por menos de 3 anos, aquelas tratadas de 3 a 5 anos antes da pesquisa, ou mesmo em mulheres em remissão por 5 anos após o tratamento, de acordo com os pesquisadores.
“Abordar a ansiedade e a depressão em nossa população sobrevivente de câncer de ovário é definitivamente uma necessidade”, comentou Vivian von Gruenigen, MD, da cadeira de obstetrícia e ginecologia e especialista em oncologia ginecológica no Summa Health System em Akron, Ohio.
“Os pesquisadores da obtiveram uma alta taxa de resposta a sua pesquisa (49%), que é maior do que a de estudo similares. Mas eles também utilizaram apenas uma ferramenta para medir a ansiedade, quando outras também estavam disponíveis”, disse a Dra. Von Gruenigen.
Quando os pacientes apresentam ansiedade e depressão após o tratamento do câncer, eles geralmente não mencionam esse sentimento aos médicos, e os médicos nem sempre promovem esse tipo de diálogo, disse a Dra. Von Gruenigen.
“É bom observar que uma parcela das pacientes com câncer de ovário obtém suporte no sistema de saúde, e essas pacientes tendem a evoluir bem. Mas esses estudo aponta que existe um aspecto psicossocial no câncer de ovário, incluindo a ansiedade e a depressão subdiagnosticadas”, acrescentou.

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