quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Balanço de Final de Ano!

Queridos leitores,

Chega o final de ano e paramos para refletir sobre tudo o que fizemos, ou o que deixamos de fazer durante o ano que termina!
É um verdadeiro balanço de nós mesmos, pois é a hora de avaliarmos tudo de positivo e negativo que aconteceu em nossas vidas, enfim, é contabilizarmos o que nos trouxe mais brilho, mais alegria, mais felicidade, mais amor, mais esperança, mais serenidade, mais tristeza, mais frustração, mais agonia, mais ansiedade...o que agregou, o que multiplicou e o que subtraiu, pois não devemos nos esquecer dos desacertos e erros que cometemos.
A vida é cíclica, uma roda viva que nos proporciona aprendizado, e é isso que nos permite evoluir, nunca regredir...Aprendemos com os acertos, com os erros, com as perdas e com os ganhos!
Encerrado o balanço, vem a hora do planejamento. Hora de definirmos as nossas metas, desejos e tudo o mais que almejamos realizar no próximo ano para sermos mais felizes e plenos...Claro que devemos ter em mente que muita coisa não depende somente de nós para acontecer, mas que possamos fazer a nossa parte para acontecer!

Adeus 2015! Um Feliz Ano Novo a todos nós e que 2016 venha repleto de muito amor, paz, saúde, esperança e fé!

Abraços fraternos a todos!


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Só o tempo cura...

Tem coisas que só o tempo cura.
Aliás... o tempo pode até não eliminar as cicatrizes, porém ele cura todas as feridas.
As cicatrizes continuarão ali até que se tornem troféus, motivos de orgulho. Afinal... elas simbolizam uma dor superada, uma batalha vencida, um inimigo derrotado.
O melhor de tudo é que as cicatrizes... já não doem mais.
Sabedoria se faz necessário para que se entenda que elas estão ali.
Elas gritam ansiosas por contar e refletir a tua história, porém não podem NUNCA MAIS lhe tirar o sono.
Orgulhe-se delas! 
São verdadeiros símbolos de que nós somos fortes guerreiros, heróis dessa louca vida.


sábado, 19 de dezembro de 2015

Saúde Pública - Salve-se quem puder!

Não me sinto vítima do câncer, mas sim de uma saúde pública falida, de seguradoras interesseiras, de laboratórios mafiosos, de um país corrupto que não faz valer a sua própria constituição no que se refere à vida, à saúde...Muito triste pagar 800 reais por mês em um plano de saúde da Notredame e ter que dispor de mais de 3000 reais por um exame de pet scan, cuja realização a seguradora está desobrigada a realizar devido ao ca de ovário não estar na lista de procedimentos da RN 338 da ANS, sendo que todo tipo de câncer metastático deveria entrar nesse rol, não somente de mama, de pulmão, etc...Como disse uma amiga, o rol da ans deveria ser um rol meramente exemplificativo, não poderia restringir procedimentos médicos! Essa incumbência de definir planejamentos terapêuticos e procedimentos a serem realizados deveria ser somente do médico do paciente oncológico . 

Não tenho tempo hábil para entrar com uma liminar na justiça.  Os fóruns entraram em recesso de final de ano e as liminares, cuja concessão deveria sair em 48 horas, podem demorar dias, semanas e até meses para serem julgadas.

Confesso que estou cansada! Se já não fosse difícil driblar o câncer, temos ainda que driblar contratempos como esse...justamente devido a incompetência do poder público em nosso país...

Mas a luta continua...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Será que o CA 125 é mesmo eficaz para o acompanhamento do câncer de ovário?

Sinceramente, gostaria muito que algum médico oncologista, ou especialista nesse assunto, me respondesse essa questão.
Esse mês de dezembro tive que repetir meus exames. Realizei o exame CA 125 e o mesmo se apresentou baixíssimo (4,9). Mesmo a contragosto do oncologista que me acompanha, o meu médico cirurgião, Dr. Carlos Faloppa, decidiu solicitar uma tomografia.
Na última segunda, dia 14 de dezembro, fui ao AC Camargo, peguei o resultado da tomografia e fui direto para a consulta com o Dr. Carlos.
Estava super-tranquila, pois o marcador estava baixíssimo...Entreguei os exames a ele, que os leu e depois comentou comigo o resultado apresentado pelo laudo, que constatou a presença de um nódulo de quase 2 cm, reagente ao contraste, indicando uma suspeita de recidiva da neoplasia.
Uauuu, essa rasteira me pegou de surpresa! Fiquei muda e chorei no consultório. Estava sozinha...
Ele me pediu para realizar com urgência um pet scan, para comprovar ou descartar qualquer atividade tumoral e já me adiantou que, caso se confirme tal suspeita, terei que passar por nova cirurgia. Até já solicitou para que eu faça os exames pré-operatórios, isso para ganhar tempo!
Cheguei em casa desnorteada, mas mesmo assim pesquisei a respeito desse assunto para poder compartilhar com vocês. Descobri em alguns artigos médicos que em 20% dos casos o CA 125 pode apresentar um falso negativo, ou seja, apresenta-se baixo, mesmo com a doença presente. Discuti esse assunto no grupo Somos mais que Vencedoras e uma amiga comentou o seguinte: 

Carla Duda Eu gostaria de aproveitar este post para dizer algo muito importante sobre a especificidade e sensibilidade do marcador tumoral CA125 mesmo após o diagnóstico, ou seja, como um exame de rastreabilidade/acompanhamento. É importante que o oncologista nunca se baseie somente neste teste. Minha mãe, assim como a Nanci Bueno, apresentou o marcador CA125 baixo, porém, a tomografia apresentou um pequeno sinal da doença. Inclusive, há pessoas em que o CA125, mesmo com o nível de leucócitos altíssimo e exames de imagem evidenciando com clareza a presença de neoplasia, apresentam resultados relativamente baixos no marcador CA125 (minha mãe, CA125=64). Por isso, acredito ser é imprescindível o acompanhamento por exames de imagem.

Meu objetivo não é criar alarde sobre o assunto, mas é fazer com que os médicos adotem protocolos mais eficazes tanto para o diagnóstico quanto para o acompanhamento da neoplasia de ovário, pois em meu grupo, por vezes acompanhei estórias de mulheres, que assim como eu, receberam um falso diagnóstico quando do descobrimento da doença e, depois da doença, já na fase de acompanhamento, um falso negativo para o CA 125 (mesmo que no meu caso seja ainda uma suspeita)! Dez amigas do meu grupo morreram esse ano de ca de ovário!

Necessitamos de mais comprometimento médico e de mais pesquisas para o CÂNCER DE OVÁRIO! Muitas mulheres tem sido vitimizadas por essa doença, justamente por causa da falta de interesse em pesquisas sobre esse tema. Falta interesse por parte de médicos, laboratórios, agências de saúde, governantes, enfim, de muita gente! 
Quantas mais terão que morrer para que se faça alguma coisa?

ENQUANTO CONTINUARMOS SOMENTE NA CONDIÇÃO DE VITIMAS PASSIVAS DO CA DE OVÁRIO, NADA IRÁ MUDAR. Cada paciente ou familiar dever ter sua parcela de contribuição para mudar esse cenário, seja divulgando, questionando, buscando informações e  reivindicando direitos!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Tenho por obrigação ser feliz...

Hoje me ocorreu o seguinte: Se Deus me deu uma segunda chance de vida, que eu faça valer a pena, pois tenho por obrigação ser feliz!
Imaginei que após o câncer tudo pudesse ser diferente, que todas as pessoas que convivem comigo ficariam tão gratas quanto eu por eu estar viva, que gostariam de estar mais presentes comigo, celebrando a vida!
Não foi bem assim que aconteceu. As pessoas continuam tão aceleradas quanto eu costumava ser, muito preocupadas com suas obrigações diárias e com suas próprias vidas!
Na verdade, quem passou por um câncer fui eu e quem teve que desacelerar fui eu...
Criei expectativas com relação às pessoas e me decepcionei com muitas delas! 
Quatro longos anos se passaram desde o diagnóstico, tempo suficiente para eu descobrir quem sou, o que sou e o que quero. Descobri que consigo viver feliz comigo mesma, que posso e devo celebrar a minha vida, seja acompanhada ou sozinha!
Vejo o câncer como uma onda forte batendo em minha bunda, fazendo-me ou nadar para frente ou me afogar! A escolha é minha, cabe a mim decidir! Detalhe...durante esses últimos anos aprendi a nadar, e bem...
Irei sim nadar até um "ponto seguro"...Graças ao bom Deus, tenho muita saúde e fôlego para isso!
Bora ser feliz!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Depoimentos de pacientes e familiares - Alerta e Conscientização para o CA de Ovário!


Queridos leitores:

Já comentei por aqui que criei no facebook um grupo de ajuda chamado SOMOS MAIS QUE VENCEDORAS! 
Nesse grupo, eu, pacientes e familiares de ca de ovário e outros tipos de cânceres interagimos e trocamos experiências, informações, carinho, dores, temores, enfim, estamos juntas porque JUNTAS SOMOS MAIS FORTES!
Como forma de alerta e conscientização, compartilho com vocês alguns depoimentos dessas mulheres. 
Geralmente, no CÂNCER DE OVÁRIO as estórias se repetem, pois, na maioria das vezes, os sintomas são confundidos com problemas gástricos e outros males comuns, fato este que leva a um falso diagnóstico, fazendo com que a doença somente seja descoberta quando em estágio avançado.
É lamentável não termos ainda um exame que possa detectar precocemente o CA de ovário e, mais lamentável ainda é não ser adotado como protocolo o exame de sangue CA 125, ao menos para as mulheres mais propensas a desenvolverem esse tipo de ca (grupo de risco: mulheres com mais de 40 anos, que nunca engravidaram, que já tiveram ca de ovário ou mama na família, que nunca tomaram anticoncepcional)... 
A conscientização para o ca de ovário é um trabalho de formiguinha! Todas nós podemos fazer a nossa parte para alertar mais e mais mulheres sobre esse mal "sussurrante". A informação continua sendo o nosso único caminho para a PREVENÇÃO. 

Obrigada a essas amigas por compartilharem as suas estórias conosco!


Carla Duda - Bem querida Nanci Bueno, todas vocês sabem que eu sou filha de uma paciente em tratamento. Mas vou contar a história por ela pois serve de alerta: Minha mãe em 2012 começou a sentir dores no estômago e quadro depressivo. Até aí, ela nunca havia falado de cisto e já estava na menopausa. Fez exames e foi diagnosticada com H. Pylori. Fez o tratamento para o H.ylori e depressão. Fiicou razoavelmente bem mas sempre com problemas de estômago, indo sempre ao gastro. Em fevereiro 2014 um ginecologista nos exames de rotina disse que havia algo errado e que ela deveria ser submetida á cirurgia e indicou outro médico. Este porém, GARANTIU que era somente um cisto. Porém, entre dores de estômago, abdominais, inchaço e desmaios minha mãe foi internada e encaminhada a uma ginecologista/oncologista que fez os exames e deu o diagnóstico "neoplasia" . No dia 01/09/2014, realizou histerectomia radical, retirou um CA de ovário de 8cm com metástase para intestino e parte da bexiga, tudo reconstruído. Cirurgia de 7 horas por laparoscopia exploradora e infelizmente, colocação do estoma. Detalhe : Os marcadores tumorais para CA de intestino também apresentaram resultados normais e CA 125 = 64. Ou seja, não podemos confiar nos outros marcadores .... Após a cirurgia, estávamos todos em choque e ela, pobre mamãe, mais ainda.... Usou fraldas, inchou mais ainda, ficou mais 22 dias internada.....Dias difíceis, todos viramos enfermeiros! Mas meu pai, tenho orgulho dele, assumiu até hoje tudo com muito amor , carinho e paciência mesmo diante da revolta de minha mãe. O tratamento inicial eram 4 sessões de quimio. Mas já se foram 10 e tem mais 3. O dia mais difícil para ela? Todos, pois vive entre a esperança da cura e as reações do tratamento que a enfraquece aos 70 anos de idade.....Apesar da idade ela quer sua vida de volta! Quer ir ao banheiro como uma pessoa normal ! E se pergunta : Até quando ?

Aline Sampaio - Descobri o meu em novembro de 2013. Foi um susto! Não tinha idéia que estava gravemente doente, com adenocarcinoma em estagio IV, com metástases no fígado, intestino, mediastino, peritônio e etc. fiz cirurgia com histerectomia radical, e 6 ciclos de quimio... Contudo, meu ca125, nunca chegou ao 35, e oito meses após, tive recidiva constatada via pet ct, então fiz mais 6 ciclos bombásticos de quimioterapia. Faz um mês que terminei, então fiz novo pet e deu normal, mas o marcador continua acima de 35. Vou fazer o exame genético assim que o plano autorizar. Que Deus cure nossas mazelas, guerreiras!!!

Patricia Q. - Olá Bom dia! Recebi meu diagnóstico Câncer de ovário em março desse ano, Era um simples cisto de 5 cm a principio benigno.Fiz uma cirurgia de videolaparoscopia p retirada do cisto em Fevereiro, 15 dias depois fiquei sabendo que era câncer de 1 grau, e que ele rompeu na cirurgia Meu mundo caiu.....Após 1 mês fiz outra cirurgia histectomia total, para minha sorte nao houve metástase nos órgãos retirados. Fiz 6 ciclos de quimioterapia terminei agora em setembro. Meu Deus que susto!! Tenho 38 anos 2 filhos. Agradeço a Deus todos os dias ter descoberto no início. Essa semana fiz exames que constatou cisto no rim, meu médico disse que não é nada....vamos confiar. Vida que segue.....

Ana Luísa  (Lisboa - Portugal) - Já há algum tempo que tento dar o meu testemunho, mas acho que só agora ganhei coragem para falar no assunto. Em agosto do ano passado comecei a ter muitas aftas, a boca sempre cheia, andei 3_ meses assim. Fui ao médico, estava a emagrecer muito, disse-me que era uma depressão. Nem tomei os medicamentos. Em janeiro já recuperada das aftas, pensei em ter filhos. Comecei a ficar com a barriga grande, cada vez mais magra (44kg), enjoada, com sensação de enfartamento, entre outros sintomas e marquei consulta. A 31 de março uma dor muito forte levou-me ao hospital, passei toda a noite lá e diagnosticaram-me gases, queixei-me que sempre tive quistos nos ovários mas mandaram-me para casa. Fui logo à ginecologista que me disse que me tinha rebentado um quisto e que via uma massa de 9cm no ovário esquerdo. Fiz mais exames, ressonância, e em 2 meses atingiu os 22cm, parecia uma grávida de 6 meses. Fiquei em lista de espera para a cirurgia mas comecei a ter dores horríveis, mal conseguia andar e comer, dormia sentada e posso dizer que foram os piores dias da minha vida. Após 2idas às urgências fui operada, disseram que era um quisto benigno. Estava super feliz quando passado 3 semanas a médica me liga para ir a uma consulta. Afinal era um tumor mucinoso do tipo borderline. 2meses depois da 1a cirurgia fui operada de novo, tiraram o que restava do ovário esquerdo, a trompa, fizeram uma apendicectimia, omentectomia, lavagem peritoneal entre outras coisas. Felizmente não precisei de quimioterapia, sou acompanhada por um médico de oncologia e vivo em pânico com medo de ficar sem o ovário direito antes de ter filhos. Agora dou todo o valor à vida, jã não me chateio com coisas insignificantes e todos os dias agradeço a Deus a sorte que tive e rezo por quem está a passar pelo mesmo ou por pior. Passaram 3 meses da última cirurgia e tem dias que ainda me sinto confusa e triste mas vai passar porque agora sei que sou mais forte do que pensava. Muita força a todas.

Denise M. - Em 1994 apareceu cisto no ovário esquerdo nos meus exames de rotina e após 
uma cirurgia fui diagnosticada com um cancer raro chamado Tumor das células da granulosa Tipo Adulto..
Não precisei fazer quimioterapia pois estava "encapsulado" e sim uma ooforectomia unilateral e acompanhamento com exames de sangue e de imagem semestrais. 
Em 2006 tive a primeira recidiva com metástase no ovário direito e carcinomatose peritoneal.
Perdi o chão...medos e incertezas ,o tratamento começaria com um protocolo de 7 sessões diárias de quimioterapia de 4 horas cada seguida de uma cirurgia. Durante esse período muito difícil e estressante,chorei e sorri a cada consulta.Segui o tratamento com uma cuidadora, amigos queridos ,minha família ,respeitando e aceitando com humildade o que cada um podia fazer e assim todos,inclusive no meu trabalho colaboraram com minha recuperação. A gratidão que tenho é imensurável !!!Comecei o tratamento com antidepressivo e ansiolítico o que faz muita diferença até hoje. Guerreira sim sofredora nunca.
Diferente de algumas pessoas eu sempre quis saber tudo sobre a doença, pesquisas no assunto, horas e mais horas na internet em sites do mundo todo procurando entender como conviver com uma doença incurável sem protocolo definido diante da sua raridade.
Nesses 9 anos foram vários protocolos de quimioterapias,recidivas,5 cirurgias imensas sendo a última em abril de 2015.Coragem,serenidade e sabedoria.Hoje posso dizer com o coração aberto que me amo mais e dou valor a coisas simples. Todos os dias agradeço por pequenas alegrias e vivo o Agora respeitando os meus sentimentos, minhas vontades , minhas limitações...Viver, conviver e sobreviver...

Tamara Barbara - Desde, mais ou menos, outubro de 2014 minha mãe comentava sobre desconforto abdominal, sempre que ela fazia alguma refeição. Ninguém em casa deu muita bola para isso, porque ela e meu pai tem problemas digestivos (gastrite, gases, ambos retiraram vesículas, etc). A barriga dela sempre distendia após as refeicoes, e isso ficou um pouco mais evidente lá para novembro. 
Em dezembro/janeiro, essa situação aumentou ainda mais; agora a barriga distendia "do nada", o empanturramento surgia mesmo sem comida, sensação de gases. Preocupada, em janeiro ela marcou com o ginecologista da família (porque no ano passado ela não tinha conseguido fazer o acompanhamento anual), e posteriormente marcaria com um endocrino/gastro. 
Calhou que, em um final de semana, um pouco antes de ir ao médico, ela acabou passando muito mal, desmaiando e indo para um pronto socorro. Ali foi constatado que ela teve uma crise de pancreatite (o que era estranho, porque ela já não tem mais vesícula... Mas mais tarde descobrimos que a má alimentação dos últimos meses, algo que ela não estava acostumada, com muita gordura, também pode ter desencadeado) mas, incomodado, um ginecologista do PS apareceu e resolveu prosseguir com alguns exames. 
Encontraram um "cisto" no ovário. O médico do PS orientou que ela procurasse ajuda "para ontem". Ele não quis abri-la pela dificuldade que minha mãe poderia encontrar de, posteriormente, ser transferida para algum hospital especializado. Na época não entendemos, mas depois ficou mais claro e sou eternamente grata por esse homem. Estávamos pelo SUS. 
Fomos encaminhado ao Pérola Byington e logo de cara a medica, que por sorte foi uma ginecologista oncológica, já disse: "olha, com marcadores elevados, as características do ultrassom e a ascite é sinal de malignidade". 
Tudo a partir daí foi mais rápido do que consigo imaginar. Por termos perdido o convênio em 2013 (motivo pelo qual minha mãe não fez o acompanhamento), fiquei desesperada que minha mãe fosse se tornar mais uma fatalidade na fila do SUS. Fico muito feliz por ter "pagado com a língua".
Em menos de um mês ela completou todos os exames, foi transferida para a equipe cirúrgica, resolveu todas as burocracias necessárias e, completando um mês, em março, um dia depois do seu aniversário de 52 anos, foi operada. Foi um quase mês de muito sufoco, medo (principalmente pela minha parte) é uma tentativa de deixá-la o mais forte possível, emocional e fisicamente, para a cirurgia. Sucos para fortalecer imunidade, sucos para isso, para aquilo, alimentos "anti cancer" (sendo que só foi confirmado após a cirurgia), orações, cirurgias espirituais, acho que nunca revirei tanto a internet atrás de artigo acadêmico médico. De repente "eu sabia" (não né, porque não sou médica) tudo sobre ovário e prognósticos. Isso foi bom e ruim (porque fiquei surtada). Minha mãe só seguiu com tranquilidade e acreditando em Deus e no melhor, contra todas as possibilidades. Ela dizia "eu causei isso, mas vou me curar". 
Sete horas de cirurgia e um cirurgião super atencioso, comprometido, ético e "brother" dizendo que a cirurgia tinha sido um sucesso e que ele tinha "conseguido limpar tudo". Já na cirurgia, pelo congelamento da peça (e pela minha mãe ter ouvido durante a cirurgia), sabíamos que o tumor era de grau 1 (bem diferenciado). Não havia ascite, algo que nos exames tinha. Sumiu. Sério, sumiu. Os exames também davam a entender que o negócio estava um pouco pior do que parecia... Na cirurgia, o tumor estava encapsulado. O médico, durante a cirurgia, achou que ele estava em estágio mais avançado por conta de "coisinhas" encontradas em linfonodos e em outras partes. Disse pra minha mãe não contar muito com estágios iniciais da doença, mas ter esperanças que tudo corria bem em relação ao prosseguimento: cirurgia bem, corpo forte, alguns ciclos de quimioterapia e tudo melhoraria a partir de então.
O um mês de recuperação e da saída da biópsia foram angustiantes. Pensei em todo o tipo de coisa - cirurgião falou que não era muito bom, então já tentava me preparar para o pior. 
E chorei igual a um bebê quando o resultado da biópsia saiu e a médica, a mesma que atendeu minha mãe no início, disse que estava em estágio IB. O que o médico tinha achado fora do ovario eram focos de endometriose. Nenhum linfonodo comprometido. Nenhuma célula neoplasia no lavado peritoneal (a ascite tinha sumido). Grau I. Cistoadenocarcinoma mucinoso encapsulado com leve infiltração no estroma (logo, maligno e não borderline). A médica ficou super feliz e disse que o prognotisco, dado o fato de ser cancer, era o melhor possível. Eu não acreditava no que ouvia. Chorou eu, minha mãe, meu pai... Foi quase tudo o que não choveu no Cantareira hahaha
Ela fez a quimioterapia ainda assim, por conta do marcador tumoral altíssimo causado pelo combo pancreatite + câncer. O CA 125 e 19-9 pre cirúrgicos estavam absurdos, e a minha mãe foi dada essa escolha. Ela optou por fazer. Após a cirurgia, quando nos encontramos com o onco clínico, responsável pela quimio, ele já tinha baixado para os valores normais, só o 19-9 que estava ainda elevado, mas era dentro do padrão (marcadores tumorais funcionam como decaimento, eles caem uma porcentagem específica a cada dia, então a queda estava dentro dos padrões normais, dado o valor anterior). 
Ontem minha mãe passou com a médica novamente e está, oficialmente, em remissão. Ela fará os exames novamente em marco, e se correr tudo certo como até agora, assim será por cinco anos.
De tudo isso, só posso tirar que Deus existe. Deus existe, e fez um milagre na nossa vida, na nossa cabeça, na nossa história. Eu acho mesmo que ele operou muito na vida da minha mãe, porque a perspectiva era algo muito mais agressivo do que se tornou... Conversei com muitos médicos e só posso concluir que teve, sim, não divina. 
Deus realmente opera milagres. Tenho dito a todas as mulheres que conheço sobre a prevenção. Não é nada específico como é para as mamas, mas é extremamente necessário. Minha madrinha não fazia exames há treze anos, eu não fazia exames há três - e tudo o que aconteceu sacudiu a família para ficar mais "esperta" em relação a saude. Não dá pra marcar bobeira. 




domingo, 6 de dezembro de 2015

Câncer? E agora?

Compreendemos que você, mais do que ninguém, sabe como é difícil estar com câncer. Na maioria das vezes, o diagnóstico da doença chega abalando todos os aspectos da vida. 
A partir disso, você se vê diante de situações novas nas quais jamais pensou que um dia teria que enfrentar. Frente ao diagnóstico do câncer e de todas as mudanças que acompanham este momento, muitos são os questionamentos e dúvidas que passam a permear a sua vida.

De uma hora pra outra a sensação é de que tudo mudou e a pergunta que permanece é: E agora, o que fazer?

Sabemos que existem pacientes que preferem não ler e não se informar a respeito do câncer. Não se preocupe, afinal, cada pessoa reage de uma forma e essas diferenças precisam ser respeitadas.

Para você que faz parte deste time de pacientes que prefere não se aprofundar a respeito do tratamento, nós preparamos e separamos algumas informações que são básicas e fundamentais para você neste momento da sua vida:

  • Converse com o seu médico e evite levar dúvidas pra casa.
  • Dê preferência a um tratamento que seja multiprofissional.
  • Procure um psicólogo (ou um psico-oncologista). Não deixe seus sentimentos de lado, eles precisam de muita atenção.
  • Visite o dentista antes de começar a quimioterapia.
  • Saiba que altos e baixos podem acontecer. Alguns dias você estará disposto (a), outros não...
  • Respeite suas vontades, mas não deixe de comer. Uma boa dica é você consultar uma nutricionista.
  • Aprenda a pedir e aceitar ajuda.
  • Leia sobre os direitos dos pacientes com câncer.
  • Não deixe de conversar com a sua família. Ela é fundamental neste momento.
  • Se possível, faça exercícios físicos ou exercícios mentais: Leia um livro, ouça uma música que lhe agrada ou assista uma boa comédia.
  • Saiba que você pode ter qualidade na sua vida, mesmo durante o tratamento do câncer. Procure realmente se distrair e fazer outras coisas, sempre respeitando os seus novos limites.

Fonte: Instituto Oncoguia (www.oncoguia.org.br)

Pensamento positivo pode ajudar a combater doenças

Pesquisas também mostram que a visão otimista da vida pode ser aprendida

por New Scientist

Pensar que tudo vai ficar bem não importa o tamanho do problema, além de diminuir o estresse, pode realmente ter impactos diretos na saúde. Uma pesquisa publicada na revista de Medicina Comportamental mostra que os otimistas se recuperam melhor de procedimentos médicos, como cirurgias do coração; têm um sistema imune funcionando bem e vivem mais. Os benefícios foram vistos em condições normais de saúde e entre doentes com câncer, doenças cardíacas e deficiências renais. 

Já é bem aceito pela medicina que os pensamentos negativos e a ansiedade podem nos deixar mais susceptíveis à doenças. O estresse – que é útil em pequenas doses para preparar o corpo para a ação ou fuga – quando constante, aumenta os riscos de diabetes e até demência. 

O que os pesquisadores estão descobrindo agora é que o pensamento positivo não só ajuda a combater o estresse, mas também têm efeitos positivos na saúde. Sentir-se seguro e acreditar que as coisas vão melhorar pode ajudar o corpo a se curar. Uma compilação de estudos publicada na revista de Medicina Psicossomática sugere que os benefícios do pensamento positivo acontecem independente do dano causado pelo estresse ou pessimismo. 

O otimismo parece reduzir as inflamações causadas pelo estresse e os níveis de hormônios do estresse, como o cortisol. E também parece reduzir a susceptibilidade a doenças direto no cérebro: acalmando nosso sistema de fuga e estimulando o seu oposto, o sistema de “descanso e digestão”. Assim como enxergar a vida com lentes cor de rosa, ver a si mesmo de como uma pessoa melhor do que os outros te enxergam também ajuda. 

Se você, pessimista, está pensando: algumas pessoas simplesmente nascem encarando a vida de forma mais positiva, outras, não. Saiba que nem tudo está perdido, embora pareça difícil de acreditar. Podemos treinar a capacidade de pensar positivamente. E parece que, o quanto mais estressado for a pessoa, mais esse treinamento funciona.

Um estudo, coordenado por David Creswell (Universidade Carnegie Mellon), pediu para um grupo de alunos escrever várias vezes sobre situações da vida onde surgiram qualidades importantes, como criatividade e independência. Isso ajudaria a melhorar a imagem que tinham de si. O resultado mostrou que esses estudantes se saíram melhor nas provas do que os que não fizeram exercícios para aumentar a autoestima.

Metástase é uma complicação do câncer de ovário

O câncer de ovário é conhecido também como “inimigo silencioso”, isso porque seu diagnóstico muitas vezes é tardio devido a doença não apresentar sintomas específicos. No início podem haver alterações hormonais, mas com o passar do tempo, o crescimento do tumor é notado pelo volume abdominal, desconforto, etc.

A pior complicação do câncer de ovário é a metástase. Por conta da demora no diagnóstico, por ser uma doença pouco sintomática no estágio mais precoce, muitas vezes quando o tumor é encontrado, já está em estágios mais avançados.

O que é metástase e quais os níveis de estadiamento do câncer de ovário?
A metástase é a dispersão do câncer de um órgão para outros, quando as células cancerígenas vão do tumor primário para a corrente sanguínea ou para o sistema linfático, se alojando e desenvolvendo um novo tumor em outros órgãos.

O estadiamento do câncer de ovário, meio de classificar o grau de extensão do tumor, é feito com base no que é encontrado na cirurgia de ressecção do ovário, a não ser que estejam presentes metástases à distância (espalhando para outros órgãos), quando são observadas em exames de imagem.

Estádio I – Tumor restrito aos ovários.
Estádio II – Tumor limitado à pelve.
Estádio III – Tumor que se estende para o peritôneo além da pelve ou apresenta metástases em linfonodos.
Estádio IV – Metástase à distância.

Qual o tratamento para o câncer de ovário metastático?
Geralmente quando ocorre a metástase o câncer pode ser tratado com quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal, biológica, cirurgia, criocirurgia (método cirúrgico que utiliza gases em baixas temperaturas), ou uma combinação destes tratamentos. Isso vai depender do tipo de câncer, das condições de saúde do paciente, tipos de tratamento pelos quais já passou, além do tamanho e localização da metástase.

Referências:
http://www.accamargo.org.br/tudo-sobre-o-cancer/ovario/30/

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/ovario

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=54



terça-feira, 24 de novembro de 2015

Roleta Russa....

Nos últimos 4 anos, tenho vivido como se estivesse com uma arma engatilhada e apontada para a minha cabeça...A cada início de um novo dia agradeço a Deus e ao final de cada dia dou um suspiro de alívio: Ufaaaaa, mais um dia viva e bem....

Além do diagnóstico, que é bem difícil, tenho que lidar frequentemente com a perda de amigas que tenho conhecido nessa caminhada e a lidar também com a "expectativa" alheia em relação a como devo me comportar, que postura devo ter diante dessa grande "surpresa" em minha vida. Sinto até que certas pessoas acompanham a minha estória como se acompanhassem uma novela mexicana...e eu sou a mocinha desse dramalhão....rsrsrs

Sabem de uma coisa? Eu não sou nenhuma mulher maravilha e nem tampouco mais forte do que qualquer outra pessoa...Somente tive que escolher entre "entregar-me ou viver"...

Muitas pessoas me perguntam se o ca trouxe alguma coisa de positiva para a minha vida, o que mudou (aliás, perguntam-me isso o tempo todo)! Acho que esperam que eu lhes diga que fiquei mais boazinha, mais otimista, mais santa, mais calma, mais tanta coisa...

Dos destroços do ca surgiu uma "nova" mulher, sem dúvida alguma! Na verdade, uma mulher que sempre esteve escondidinha dentro de mim e que está se revelando aos poucos...
Uma mulher cheia de sonhos, cheia de vontades, cheia de ânsia por viver, muito mais verdadeira consigo mesma...

Continuo tão humana quanto antes....com qualidades, defeitos, vícios e manias! Apenas fiz as pazes com alguns "inhos" e "inhas", pois tudo se tornou tão pequeno diante da imensidão da vida!



terça-feira, 10 de novembro de 2015

CASAMENTO INFELIZ PODE DESTRUIR SUA SAÚDE


[casammento-crise.jpg]
Não consigo tirar da cabeça um estudo de psicologia divulgado nos Estados Unidos. Ele demonstra como um casamento infeliz é capaz de destruir a saúde. A imprensa deu pouca atenção ao trabalho apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Psicossomática, que suscita uma discussão da maior importância a meu ver.  Como qualquer pessoa, somos esponjas do mundo. Captamos a realidade e somos tocados por ela a partir de referências e experiências muito pessoais.

Talvez por isso eu tenha ficado tão interessada na pesquisa realizada pela psicóloga Nancy Henry, da Universidade de Utah. Ela recrutou 276 casais com idades entre 40 e 70 anos. Eram uniões duradouras – de 20 anos, em média. Nancy investigou a qualidade desses casamentos a partir de parâmetros como suporte mútuo, envolvimento emocional e frequência de desentendimentos sobre sexo, filhos e dinheiro. Nancy descobriu que uniões desgastadas podem provocar depressão tanto nas mulheres quanto nos homens. Mas as mulheres que vivem casamentos infelizes parecem estar mais sujeitas a desenvolver sintomas fisiológicos da chamada síndrome metabólica.

Por que as mulheres sofrem mais? "As mulheres parecem basear o conceito que elas têm de si mesmas na qualidade das relações que elas vivem. Talvez por isso um casamento ruim tenha um impacto tão grande na saúde física e emocional das mulheres", diz Nancy.

O médico Raul D. Santos, diretor da unidade clínica de lípides do Instituto do Coração, em São Paulo, diz que vários estudos epidemiológicos associam a depressão e a raiva com a síndrome metabólica. O stress aumenta as descargas do hormônio cortisol. Essa substância contribui para o acúmulo de gordura abdominal, aumento da pressão arterial e da resistência à insulina (o que desencadeia o diabetes). Há dúvidas na literatura médica sobre se as mulheres realmente sofrem mais danos. O cardiologista Marcelo Assad, do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio, tem a mesma opinião. "A depressão é indiscutivelmente a doença do século. A manutenção de um relacionamento falido perpetua um ciclo de stress, diminuição da autoestima e falta de perspectivas", afirma Assad.

A infelicidade deveria ser tão combatida quanto o colesterol. Mas essa decisão só pode partir de quem sofre. 
Quem sofre mais nos casamentos falidos: o homem ou a mulher? Você conhece alguém que adoeceu por essa razão?


sábado, 24 de outubro de 2015

A vida é efêmera, portanto, VIVA!

Há um pouco mais de três anos, após receber um diagnóstico bombástico de ca de ovário, minha grande preocupação era encontrar sobreviventes! Procurei muito no google e não achava absolutamente nada aqui no Brasil. Ninguém para compartilhar comigo suas experiências, ninguém para me dar uma palavra de conforto ou esperança! Acreditei, por algum tempo, que não existiam sobreviventes...Mas não me dei por vencida! Resolvi criar esse blog, a princípio, para encontrar pessoas que tivessem vivenciando o mesmo que eu! 
A partir daí, comecei a encontrar e a conhecer mulheres maravilhosas, também vítimas do ca de ovário!
Muitas dessas irmãs-amigas já partiram, mas muitas estão super bem, graças a Deus! 
Tenho acompanhado casos de sucesso e insucesso...Tenho tido momentos de alegria e tristeza...ora vibro e ora choro...mas tem valido pena!
Toda essa vivência tornou-me uma pessoa mais forte e despertou-me para a vida! Já não me preocupo com o ca e com termos como remissão, recidiva, sobrevida...vivo um dia de cada vez, procurando ser feliz!
Garanto a vocês que vivi muito mais nos últimos três anos, do que em toda a minha vida anterior ao ca! 
Infelizmente, no meu caso foi necessário um fato impactante para eu acordar para a vida! 
A gente não sabe adivinhar. A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando esse PLANETA. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros. 
Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos. Perdemos dias, às vezes anos. 
Nos calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio. Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso "porque não estamos acostumados com isso" e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.
E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente. Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos. Nos consumimos.
E o tempo passa...
Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.
Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás. E então nos perguntamos: e agora?!

Moral da estória: Não espere por algo que o faça descobrir que a vida é efêmera para que você viva plenamente!

sábado, 10 de outubro de 2015

Obrigada pelos 200.000 acessos!

O Blog "Câncer de Ovário: Um Mal Sussurrante" atinge a marca dos 200.000 acessos. Blog este idealizado com o propósito de deixar o leitor bem atualizado com informações sobre câncer de ovário (notícias, relatos e experiências pessoais).  Só tenho que agradecer a todos vocês pela companhia diária e, ao mesmo tempo, pedir que continuem acessando e compartilhando as informações do blog.

Estarei sempre trazendo conteúdos com responsabilidade para vocês, amigos leitores, que são a razão do sucesso do blog.

O meu muito obrigada a todos os amigos visitantes, seguidores, curtidores, apoiadores e admiradores do blog, que continuam acreditando que a INFORMAÇÃO PODE SALVAR VIDAS!

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Outubro Rosa 2015

DADOS DO CÂNCER DE MAMA - Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, em 2015, são esperados em torno de 57.120 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 56,09 casos a cada 100 mil mulheres. O câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, e a segunda causa de morte por câncer nos países desenvolvidos, ficando atrás somente do câncer de pulmão, e a maior causa de morte por câncer nos países em desenvolvimento.
No Brasil, a mamografia bienal para mulheres entre 50 e 69 anos e o exame clínico das mamas, anualmente, a partir dos 40 anos, são recomendados para a detecção precoce do câncer de mama em mulheres com risco padrão. Para as mulheres de grupos populacionais considerados de risco elevado para câncer de mama (com histórico familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau), tanto o exame clínico da mama como a mamografia devem ser feitos todo ano, a partir de 35 anos.

O Outubro Rosa é uma campanha mundial, que começou nos Estados Unidos na década de 1990, durante a primeira Corrida pela Cura de Nova York.  Depois disso, recebeu adesão de outros países e recebeu atividades voltadas ao diagnóstico e prevenção da doença.

Detecção precoce
É importante que as mulheres, independentemente da idade,  conheçam seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. Ao identificarem alterações suspeitas, devem procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação profissional.

Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que a mulher faça exames de rotina de acordo com a sua idade. Esses exames podem ajudar a identificar o câncer antes de a pessoa ter sintomas. No Brasil, as orientações para detecção precoce do câncer de mama são:

Mulheres de 40 a 49 anos
Realizar o exame clínico das mamas anualmente.

Mulheres de 50 a 69 anos
Realizar exame clínico das mamas anualmente e mamografia a cada dois anos.

Mulheres com risco elevado para câncer de mama (caso na família de câncer de mama masculino; ter parente de primeiro grau [mãe, irmã, filha] que teve câncer de mama antes dos 50 anos; parente com câncer de mama bilateral (nas duas mamas) ou no ovário, em qualquer idade)
Conversar com o seu médico para avaliação do risco e decidir a conduta a ser adotada.
Quais os benefícios e riscos da mamografia?
Antes dos 50 anos, as mamas são mais firmes e têm menos gordura (mamas densas), o que torna a mamografia limitada para identificar alterações. Por este motivo, quando o exame é realizado antes da faixa etária recomendada, pode trazer alguns riscos. No entanto, a mamografia de rastreamento pode trazer riscos para mulheres de todas as faixas etárias, como:

Resultados incorretos: suspeita de câncer de mama, que requer outros exames, sem que se confirme a doença (esse alarme falso gera ansiedade e estresse) ou resultado normal, quando existe o câncer (esse erro gera falsa segurança à mulher).
Ser diagnosticada e tratada, com cirurgia (retirada parcial ou total da mama,) quimioterapia e radioterapia, de um câncer que não ameaçaria a vida: isso ocorre em virtude do crescimento lento de certos tipos de câncer de mama, ou no caso de pacientes acima de 70 anos.
Exposição aos Raios X: raramente causa câncer, mas há um discreto aumento do risco quanto mais frequente é a exposição.
Em caso de resultado alterado no exame clínico das mamas, a mamografia é indicada e, neste caso, ela é considerada "mamografia diagnóstica".

Clique aqui para ter mais informações sobre as ações de controle do câncer de mama no Brasil e sobre as orientações para detecção da doença


PARTICIPEM DAS CAMPANHAS EM SUA CIDADE! 


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Chegou a hora de voltar a fazer planos...

Estou em remissão há um pouco mais de três anos e realizo os exames de acompanhamento a cada quatro meses.
Por um certo tempo pensei: por que fazer planos se o meu prazo de validade é de quatro em quatro meses? Meu receio era começar um projeto e ter que abandoná-lo, mas, por outro lado, vinha em minha mente a seguinte pergunta: qual a graça e motivação em viver se não tenho qualquer plano para a minha vida?
Decidi voltar a fazer planos, mas surgiu um outro problema, a vontade de realizar muitas e muitas coisas: viajar pelo mundo, fazer um mestrado, guardar dinheiro, complementar a minha renda com outra atividade, praticar esportes, enfim, muitos novos projetos...
O resultado de se querer fazer muita coisa ao mesmo tempo é que se patina, patina e não se chega a lugar algum, ou melhor dizendo, não é possível concluir nada...e foi o que aconteceu comigo, pois acabei perdendo o foco.
Quando temos uma segunda oportunidade temos que recomeçar a nossa vida e nos deparamos com alguns dilemas, pois tudo muda, a gente muda, a vida muda. Acabamos por nos sentir desorientados. 
Acabei buscando na net um roteiro para me ajudar na tarefa de me organizar e traçar um novo plano para a minha vida, o qual compartilho a seguir:

AS OITO ÁREAS DA NOSSA VIDA

Há muitas áreas de nossa vida que podem ser selecionadas para o planejamento: trabalho, relacionamento, saúde, espiritualidade, finanças e aspectos legais, espaços, estudos e outras áreas que você definir. Se você quer um plano mais amplo, o ideal é se debruçar sobre cada uma das áreas, uma por uma. Se quer um plano mais simples, então procure definir suas metas dentro das áreas que forem essenciais pra você no momento. A seguir, pequenas dicas sobre cada área.

Saúde. Não apenas como andam suas idas ao médico ou como está sua alimentação ou se você precisa fazer um regime... mas tudo relacionado à manutenção da integridade dos seus quatro corpos inferiores. 

Relacionamentos.Todos... família, amigos, colegas de trabalho, e até mesmo o relacionamento com Deus. 

Estudos. Neste item, inclua leituras, acesso à informação e todas as formas de aumentar seu conhecimento, tanto acadêmico e profissional quanto espiritual. 

Espaços... físicos e virtuais, onde sua vida acontece. Estão organizados? Há algo que você queira mudar pra viver em espaços mais adequados ao que você quer pra sua vida?

Trabalho. E não apenas o trabalho profissional... 

Finanças e aspectos legais. Do controle financeiro ao seu patrimônio.

Espiritualidade. Ela permeia tudo... e deve estar presente em todas as outras áreas. É ela que dá a dimensão transcendente pra todos os aspectos materiais e práticos da nossa vida. Mas tente pensar na espiritualidade em termos de planejamento... 

Outras áreas de sua vida que você quer contemplar no seu planejamento. Mas não aumente muito a lista. Se for o caso, substitua uma ou outra área por outra que seja importante pra você. O ideal é um máximo de 8 áreas.

REFLEXÕES IMPORTANTES

Observe sua vida, como ela se expressa no momento. 
Contemple o ideal a ser manifestado em cada área.
Identifique pendências, dificuldades, obstáculos, bloqueios. Encontre soluções. 
Desfazedores de planos: você pode livrar-se deles.
Como você usa seu tempo? Como poderá organizá-lo para viver melhor?
Defina suas prioridades.
Instrumentos para criar mudanças, manter o que já existe e ampliar a linha do seu horizonte.
O caminho entre o desejo, o plano e a realização.
Valores a serem considerados e desenvolvidos para que o plano de vida se realize.
Qual o objetivo imediato e final, do seu plano de vida? 

AS TRÊS ESTAPAS DO PLANEJAMENTO DE VIDA

Geralmente, fazemos o planejamento em três etapas. 

Primeira etapa. Fazemos reflexões sobre o momento atual da nossa vida, nas várias áreas que definimos para o planejamento. As perguntas que nos orientam são: onde estou, de onde vou partir para fazer meu planejamento? 

Segunda etapa. Agora estabelecemos as metas. Para onde quero ir? Onde quero chegar? E essa pergunta precisa ser feita pra cada área da nossa vida. Transformamos nossos desejos e sonhos em metas bem claras. 

Terceira etapa. Nessa fase, estabelecemos as estratégias para alcançar as metas. Como fazer para realizar os planos e alcançar as metas? 

Deixo aqui pra você uma reflexão sobre as três perguntas principais que orientam o planejamento de vida que fazemos. 

ONDE ESTOU? ONDE QUERO CHEGAR? COMO FAZER PARA CHEGAR LÁ? 

Quando decidimos planejar nossa vida, precisamos fazer três perguntas inicias. Onde eu estou? Onde quero chegar? Como fazer para chegar lá? 

Quando perguntamos “Onde eu estou?”, estamos buscando referencias sobre o lugar de onde vamos partir para começar nosso planejamento. Estamos buscando entender o nosso ponto de partida. De onde começar para fazer um plano de vida? Será necessário levantar dados, buscar informações para definir o nosso momento atual. Precisaremos reconhecer o lugar onde estamos no momento, as circunstâncias que nos cercam, o contexto onde estamos inseridos. Será necessário observar tudo o que encontrarmos, analisar as informações corretamente, para então ver o que fazer com tudo o que encontramos. 

A segunda pergunta: “Onde quero chegar?”, leva-nos a identificar como gostaríamos que as coisas fossem, se tudo pudesse ser exatamente como desejamos. Isso nos levará a identificar o padrão ideal para nossas vidas, os nossos sonhos mais íntimos e nossos anseios mais fortes. Mesmo que alguns desses anseios e sonhos nos pareçam impossíveis de serem realizados, identifica-los é essencial para nosso plano de vida. Com maturidade, fé e o esforço certo, eles podem ser transformados em metas. Tendo estabelecido as metas, o próximo passo é buscar formas de alcança-las. 

A terceira pergunta é: “Como fazer para chegar lá?”. O que podemos fazer para alcançar nossas metas, realizar nossos sonhos? Qual o primeiro passo que devemos dar? Poderão aparecer obstáculos no caminho em direção às metas. Como nos prevenir deles, como olhar para esses obstáculos quando eles aparecerem, como ultrapassá-los? Devemos também analisar as fragilidades do plano e também as dificuldades pessoais que poderão nos impedir de chegar aos nossos objetivos. Tendo consciência de que algumas dificuldades podem aparecer, agora o próximo passo é encontrar soluções para elas. 

Um planejamento de vida bem traçado é um instrumento importante para que nossa vida cumpra sua razão de ser. Para fazer esse planejamento, é interessante reservar um tempo largo para isso, dedicar momentos para reflexão e trabalhar para que o que é mais importante para nós seja contemplado no plano. 



sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Como "sobreviver" à menopausa cirúrgica


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Vai chegando o calor e com ele aumentam os sintomas para quem, assim como eu, entrou em uma menopausa cirúrgica: ondas de calor (fogachos), sudorese noturna, mudanças de humor, insônia, fadiga, dores de cabeça, perda de memória, problemas digestivos, secura vaginal, depressão e ansiedade. 

Tenho tido muitos desses sintomas, principalmente, os "fogachos"... nome feio, e mais feio ainda é o desconforto que ocasionam. 
Fogachos podem ser alvo de piadas para uns, mas eles não são motivo de riso para as mulheres que os têm. Fogachos são geralmente causados por flutuação dos níveis hormonais. O rosto e pescoço podem tornar-se quentes e vermelhos, e manchas podem aparecer em seu peito, costas e braços. Suar muito é comum. As ondas de calor podem durar alguns momentos ou até 30 minutos e podem ocorrer durante várias vezes ao dia. A maioria das mulheres tem esses sintomas durante 3 a 5 anos antes de diminuírem. 

Para grande parte das mulheres, a menopausa chega lentamente, mas para as mulheres que passam pela menopausa devido à remoção cirúrgica dos ovários, os sintomas são os mesmos, mas mais intensos, acontecem repentinamente e podem ser difíceis de se administrar. 

Maneiras para manter a calma

Aqui estão algumas dicas para lidar com os sintomas da menopausa:

Exercício. Exercícios aeróbicos e de levantamento de peso são um ótimo remédio para muitas queixas da menopausa, incluindo irritabilidade e distúrbios do sono. O exercício também pode reduzir o risco de diabetes, doença cardíaca, osteoporose e ganho de peso. Consulte sempre o seu médico antes de começar.

Evite gatilhos. Para algumas mulheres, as ondas de calor são desencadeadas por stress, cafeína, álcool, alimentos condimentados, ou beber ou comer algo muito quente, como sopa.

Reduza o stress. Respiração profunda, respiração abdominal lenta, meditação, yoga, massagem ou um banho demorado. Alguns pesquisadores descobriram que a respiração profunda e lenta pode reduzir pela metade os efeitos das ondas de calor, provavelmente por acalmar o sistema nervoso central.

Não fique superaquecida. Vista-se “em camadas” para que você possa removê-las ao primeiro sinal de uma onda de calor.

Beba um copo de água fria ou suco no início de uma onda de calor.

Use tecidos de algodão, lingerie e roupas que permitam a sua pele "respirar".

Converse com seu médico sobre outros tratamentos que possam ajudar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

SOMOS PERECÍVEIS


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Olá queridos leitores, tudo bem com vocês? Eu estou maravilhosamente bem.
Segue um texto de Ana Macarini, o qual resolvi compartilhar com vocês.
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Temos prazo de validade. Estamos sujeitos à ação do tempo, do ambiente, da nossa irrefletida forma de usufruir de nossos corpos. Entretanto, diferente dos produtos, que de forma tão automática consumimos, não temos gravado em nossa pele um código de barras, tampouco uma data determinando que estamos impróprios para consumo. Mesmo assim, nosso prazo de validade existe. E, pasmem, pode ser abreviado. No entanto, seguimos esbanjando tempo, como se fôssemos viver pra sempre.
Vivemos sendo colocados à prova. Dia sim, dia também, a vida nos cobra decisões, posições, atitudes. Escolhas feitas no passado estão sempre prontas, transformadas em consequências e embrulhadas num pacote de presente a nos esperar na próxima esquina, no travesseiro onde tentamos repousar nossas confusas cabeças à noite, no despertar da manhã.
Ao contrário do que vivemos querendo acreditar, muito poucas vezes nos cabe o papel de vítima. Em uma maioria esmagadora de vezes, o que nos acontece é fruto, consequência, e resultado de nossos próprios atos, tenham sido eles gestos honrados, atitudes covardes ou rompantes de bravura. Nada é capaz de nos proteger de nós mesmos. Nada!
Viver não é um risco calculado. Está longe de ser um projeto idealizado. É, a cada dia da vida, com pequenos passos e gestos miúdos que vamos delineando a nossa própria sorte. Construímos nossa história lá na frente com tijolinhos colecionados lá atrás. Juntamos aos tijolinhos, pedrinhas que colhemos no caminho; algumas escolhidas em momentos bem vividos, outras tantas atiradas sobre nós. E, o que dá a liga, nessa sempre indeterminada obra, é a nossa essência, pautada em nosso caráter e moldada por nossa capacidade de interpretar cada obstáculo como um sedutor desafio.
E, a cada página escrita desse conto desconstruído, vamos nos vendo em pequenas frestas de luz e de sombras. Vamos experimentando a glória do protagonismo, a secundária presença do coadjuvante, a plácida alienação do cenário, a silenciosa participação dos figurantes.


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

UM TRIBUTO À VIDA E AOS MEUS 51 ANOS!


Obrigada, Vida, pelo dia de HOJE!
Sei que esse dia é minha chance de guardar
as boas lembranças do passado e conserva-las
como presentes que me fizeram sorrir.
Sei que esse dia me dá a oportunidade de deixar
para trás tudo aquilo que eu permiti que
me fizesse chorar e que poderei conservar
comigo as lições que aprendi.
Sei que essas lições tornaram-me mais forte
para viver no dia de HOJE.
Sei que seja como for, assim como tantos
outros já passaram, este dia também passará.
Obrigada Vida, por mais uma jornada de 24 horas,
por trazer-me - no mínimo - mais 24 lições.
Obrigada por dar-me a consciência de que o dia
trouxe-me informações que HOJE
posso usar ou jogar fora.
E obrigada, acima de tudo, por provar-me a cada dia
que o amanhã é algo que está fora do meu controle
não podendo ser alvo de seta da preocupação.
que certamente se perderia.
Obrigada, Vida, por ensinar-me HOJE que ainda
não existe o futuro, que já não existe o passado,
e que eu só posso agir no momento presente,
confiando às mãos de DEUS
tudo o que para mim foi planejado!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Meu médico, meu herói...

Quando criança, fui uma garotinha sapeca, moleca e cheia de imaginação e, ao contrário das outras garotas, que brincavam de casinha e de bonecas, eu adorava os super-heróis e vivia correndo pela casa com uma capa presa ao pescoço! Ultraman e Super-homem eram os meus heróis favoritos. rsrs
Muitos anos se passaram e eu continuo sapeca, moleca, cheia de imaginação e ainda tenho uma grande admiração e simpatia por Super-Heróis...Hoje, vejo que existe uma grande semelhança entre esses personagens heróicos e os médicos, refiro-me àqueles que tem amor pela profissão e empatia pelos pacientes, pois assim como as figuras heróicas, o médico tem seu uniforme, tem a mesma meta de salvar vidas e ajudar as pessoas, tem um dom ou superpoder e é igualmente bom. Incrível a similitude, não é mesmo? 
Quantas vidas não são salvas por médicos mundo afora? A determinação de um médico no exercício de sua profissão, a intuição, aliada ao conhecimento, seja para determinar um diagnóstico ou para efetuar uma cirurgia...Esse superpoder dos médicos é algo tão incrível que só pode ser um dom divino! Mas o maior poder dos médicos e heróis é, ao final de cada batalha pela vida, encontrar forças para nos olhar nos olhos e sorrir. É vibrar junto conosco por estarmos bem...
Ser herói é saber que mesmo com superpoderes, fé e esperança, às vezes nada se pode fazer; ser herói é aceitar que a vida tem seus limites impostos por Deus; ser herói é saber sorrir e saber chorar...
É saber que para ser herói não tem hora, não tem lugar...
É desta forma que vejo, em especial, o meu médico Dr. Carlos Faloppa (sem desmerecer os demais médicos que também cuidaram de mim)... um super-herói que, com seus dons divinos ou superpoderes, me devolveu a vida, graças a Deus...Obrigada Doutor, por cuidar tão bem de mim!


sábado, 8 de agosto de 2015

3 anos sem quimio!


Puxa, nem  acredito que já faz três anos que acabei o tratamento.
A princípio, quando recebi o diagnóstico e comecei  a ler os artigos médicos sobre ca de ovário, o cenário me parecia tão sombrio ... Pensei  que fosse viver muito pouco, porém, ao contrario, tenho vivido muito bem ... Talvez vocês me perguntem, o que mudou desde o diagnóstico? ... Posso dizer a vocês que, hoje, sou uma mulher muito mais forte, mais otimista e tenho uma vontade louca de não desperdiçar a minha vida! Quero viver muito,  ganhar vida e não perder vida. Ganhamos vida quando procuramos ser felizes, quando valorizamos o que temos e o que somos ... Perdemos vida quando somos infelizes, quando remoemos coisas do passado, quando não perdoamos, quando  nos magoamos e nos incomodamos com picuinhas ... 
Enfim, o passado passou, o futuro incerto e o presente é o que temos para hoje! Vamos viver o hoje da melhor maneira possível, sempre procurando ajudar a nos mesmos e ao próximo!
Esse é o verdadeiro sentido da vida: Seguirmos sempre em frente e vivermos esse presente de Deus!
Agradeço a todos que me ajudaram a chegar até aqui ... Meu muito obrigada!
E...um brinde à vida!

sábado, 1 de agosto de 2015

Por que isso aconteceu comigo?


Quando a dor nos bate à nossa porta e enche de sombras nossa vida costumamos chorar ou nos desesperar.
Abatidos, olhamos em torno e invejamos os felizes do mundo: os que têm riquezas, os que aparentam não ter preocupações, os que têm saúde ou família perfeitas.
Nessas horas de provação lamentamos e choramos. Raras vezes aproveitamos a ocasião para meditar e retirar aprendizados.
Muitas vezes, aqui na Terra, as preocupações da vida material nos cegam.
Ficamos tão aflitos com o que haveremos de comer ou de beber que esquecemos de que temos Deus, um Pai amoroso que cuida de todos nós.
Acredite: ninguém está esquecido por esse Pai amoroso e bom, que faz nascer o sol sobre bons e maus, que faz cair Sua chuva sobre justos e injustos.
Muitas vezes nos perguntamos: Por que isso aconteceu comigo? A pergunta deveria ser diferente: Para quê isso aconteceu comigo?
Sim, toda e qualquer experiência – sofrida ou feliz – traz um aprendizado importante. São momentos que vão enriquecer nossa alma.
Deus não brinca com as nossas vidas. E se Ele permite que certas coisas aconteçam conosco é porque há um objetivo útil e importante para nós.
Faça uma retrospectiva: observe os momentos difíceis de sua existência. Cada um deles trouxe algo de novo, um aprendizado especial. Cada lágrima acrescentou sabedoria, experiência, um novo olhar sobre a vida.
A doença, por exemplo, nos ensina a valorizar a saúde, a cuidar melhor do corpo. A pobreza nos revela a importância do trabalho e do esforço pessoal. A família difícil nos oferece a lição da tolerância.
Enfim, as privações nos ensinam a ser mais sensíveis perante o sofrimento alheio. Essas lições são interiorizadas: nós as guardaremos para sempre.
Na verdade, as dificuldades são advertências que a vida nos apresenta, alertas sobre nossas atitudes perante o próximo.
Se algo ruim nos ocorre, vale a pena se perguntar: O que posso aprender com isso? Como posso melhorar a partir desse episódio?
Mas, atenção: nada disso significa que devemos cultuar a dor. Nada disso! Bem sofrer não significa cultivar o sofrimento, ser conformista ou agravar as dores que sofremos.
Bem sofrer significa enfrentar as situações com fé e coragem, alimentar a esperança enfrentando as situações com serenidade.
Assim, busque soluções, lute por sua felicidade. Mas faça tudo isso com tranquilidade.
Quando desabarem sobre você as tempestades da vida, não se entregue à revolta destruidora. Silencie, ore e procure descobrir o aprendizado oculto que a situação traz.
Acredite: por mais amarga seja a experiência, os frutos desse aprendizado jamais se perderão e eles poderão nos tornar mais sábios e generosos.
Por isso, cada vez que as lágrimas visitarem seu rosto, erga os olhos para o céu e agradeça.
Nas suas orações, peça a Deus a força necessária para superar o momento difícil e a inspiração para encontrar soluções.
E Deus, que nos ama tanto, não deixará de atendê-lo na medida de suas necessidades espirituais.
Quando o momento difícil passar, você se sentirá bem melhor se não tiver de lembrar que se entregou ao desespero, que gritou e se debateu.
Em geral, a solução está bem próxima. Se estivermos transtornados de medo ou desespero, será mais difícil resolver o problema. Com calma, logo poderemos ver a luz no fim do túnel.
Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.
livro Momento Espírita, v. 6, ed. FEP.
Em 14.1.2014.

sábado, 18 de julho de 2015

Um exército de mulheres guerreiras...


Mulheres Guerreiras são tantas. As que saem para trabalhar fora, as que ficam em casa para cuidar dos filhos, as que estudam, as semianalfabetas, as doutoras, as cheias de filhos e as que não tem nenhum. As mães, as esposas, as filhas, as sogras, as noras, as cunhadas, as avós, as bisas, as irmãs e acima de tudo as irmãs-amigas. Senão de sangue, de consideração, apoio, carinho, apego e paixão. E é justamente dessas irmãs-amigas que eu vou falar.
Fiz muitas amigas virtuais durante essa minha jornada após o diagnóstico do câncer. Algumas delas tive a grande oportunidade de conhecer pessoalmente. Como já disse anteriormente, há três anos, criei um grupo no facebook chamado SOMOS MAIS QUE VENDEDORAS. Um grupo onde todas temos em comum uma estória de câncer, de luta, de determinação, de aprendizado, de vontade de vencer! Nesse grupo compartilhamos a nossa estória e temos a certeza de que não estamos sozinhas! São todas mulheres guerreiras, que lutam para sobreviver e para superar todos os traumas, medos e incertezas causadas por esse diagnóstico tão cruel.
No decorrer desses três anos, convivi com muitas delas, minhas irmãs-amigas, e criamos um laço de amizade e de carinho indescritível. Cuidamos, rimos, choramos, damos esperança e torcemos umas pelas outras...
Não é fácil quando alguma delas resolve partir. Já tivemos muitas baixas, mas não perdemos a esperança...Essas perdas, causam dor e saudade e, ao mesmo tempo, despertam em nós a vontade de não sermos somente guerreiras, mas VENCEDORAS! 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Câncer de Ovário: um mal sussurrante!


Olá queridos leitores, tudo bem com vocês?
Comigo está tudo bem, Graças a Deus! Seguindo somente com o acompanhamento,  e isso não poderia me deixar mais feliz!
Vocês devem ter percebido que alterei o nome do blog de Câncer de Ovário: Um mal silencioso, para Câncer de Ovário: Um mal sussurrante...
Vocês devem estar se perguntando, por que alterei o nome?
Darei a resposta:
Em 08 de maio de 2015, em razão do dia internacional do combate ao ca de ovário, participei de um encontro promovido pelo Oncoguia, no qual esteve presente a Dra. Solange Sanches, titular do Departamento de Oncologia Clínica do Hospital A.C. Camargo Cancer Center.
Na ocasião, a oncologista dra. Solange explicou sobre a doença que pode atingir qualquer mulher, principalmente após a quinta ou sexta década de vida. “O câncer de ovário não é uma doença silenciosa, mas sussurrante. Diferentemente do câncer de colo de útero que você pode fazer um papanicolau para conseguir diagnosticar, ou um câncer de mama, para o qual existe a mamografia, no caso do câncer de ovário as opções são extremamente limitadas.”
Explicou ainda que os sintomas do câncer de ovário podem ser confundidos com outros distúrbios, tais como as doenças gastrointestinais e disse que “A grande maioria das pacientes sempre chega para a gente com uma endoscopia nas mãos. Não que esteja errado, pois se ela começa a sentir um “estufamento”, ela resolve procurar um gastro. Mas é importante que os médicos notem que, se eles não descobrem nada, é necessário pensar em outras possibilidades e não ficar insistindo num único tratamento.”
Desta forma, se a mulher sentir um, ou mais, dos sintomas seguintes na maioria dos dias e por um período de três semanas, deverá discutir as preocupações com o seu médico:

• Aumento do volume abdominal / inchaço contínuo (não é o inchaço casual)
• Dificuldade de comer / sensação de plenitude
• Dor abdominal ou pélvica
• Necessidade urgente e frequente de urinar

É muito provável que as mulheres com câncer de ovário tenham com frequência um ou mais dos sintomas acima mencionados. Também podem ocorrer outros sintomas, como por exemplo: mudança nos hábitos intestinais, sangramento vaginal anormal, cansaço e perda ou aumento inesperado de peso (neste caso, em redor do abdômen). Todavia, tais sintomas são menos úteis quando o médico está tentando determinar se a causa deve-se, ou não, ao câncer de ovário.

Os casos de 'cura milagrosa’ que ajudam a ciência a combater o câncer

David Robson
Da BBC Future
26 março 2015

O caso deixou boquiabertos todos os envolvidos: uma mulher de 74 anos começou a apresentar uma irritação na pele que não melhorava. Quando finalmente procurou um hospital, parte de sua perna direita estava coberta de nódulos. Os testes confirmaram que se tratava de um carcinoma, um tipo de câncer de pele.
Por causa da maneira como os tumores estavam espalhados, a radioterapia não seria eficiente. E os médicos não poderiam removê-los. Alan Irvine, oncologista responsável pelo tratamento da paciente no Hospital St. James, em Dublin, na Irlanda, lembra que a amputação parecia ser a única opção viável, mas por causa da idade da paciente, seria difícil que ela se adaptasse bem a uma prótese.
"Decidimos simplesmente esperar e pensar em outras possibilidades, mesmo sabendo que haveria muito sofrimento pela frente", conta.
Foi aí que o "milagre" começou: apesar de não terem sido tratados, os tumores diminuíram e murcharam até desaparecerem completamente. Depois de 20 semanas, a paciente estava curada. "Não tínhamos dúvida alguma de que o diagnóstico estava correto, mas depois disso nada aparecia nas biópsias ou nos exames de imagem", diz o médico. "O caso mostra que é possível para o corpo combater o câncer, mesmo que isso seja incrivelmente raro."
A questão é: como? A paciente de Irvine acredita ter sido a "mão de Deus". Mas cientistas estão estudando a biologia por trás da chamada "regressão espontânea" para buscar pistas que possam fazer casos de autocura algo mais comum.
Cientistas buscam pistas de como sistema imunológico pode ser incentivado a destruir tumores
Em tese, nosso sistema imunológico deveria perseguir e destruir células que sofrem mutações antes que elas comecem a evoluir para um câncer. Mas às vezes essas células conseguem passar despercebidas, reproduzindo-se até formarem um tumor.
Até o câncer ser detectado pelos médicos, é altamente improvável que o paciente consiga se recuperar sozinho: acredita-se que apenas um em cada 100 mil pacientes pode se livrar da doença sem receber tratamento.
Mas entre esses raríssimos casos há algumas histórias realmente inacreditáveis. Um hospital da Grã-Bretanha, por exemplo, recentemente tornou público o caso de uma paciente que descobriu um tumor entre o reto e o útero pouco antes de saber que estava grávida. A gestação correu bem e o bebê nasceu saudável. Quando ela se encaminhava para o doloroso tratamento para o câncer, seus médicos notaram, com muito espanto, que o tumor desapareceu misteriosamente durante a gravidez. Nove anos depois, a mulher não apresenta nenhum sinal de recaída.
Casos semelhantes de recuperação extraordinária foram observados em muitos tipos de câncer, inclusive em formas mais agressivas como a leucemia mieloide aguda, que provoca o crescimento anormal dos glóbulos brancos do sangue.
"Um paciente que não receba tratamento pode morrer em poucas semanas ou até em uma questão de dias", conta Armin Rashidi, da Universidade Washington, em St. Louis. Ele, no entanto, encontrou 46 casos em que essa doença regrediu sozinha. "É possível que 99% dos oncologistas digam que isso é impossível de acontecer", afirma Rashidi, que escreveu um artigo sobre o assunto com o colega Stephen Fisher.

Como a Evolução explica o seu cansaço
Crianças que se salvam
Por outro lado, é surpreendentemente comum ver crianças se recuperando do neuroblastoma, um tipo de câncer infantil, oferecendo algumas das melhores pistas sobre o que pode acarretar a regressão espontânea.
Esse tipo de câncer surge com tumores no sistema nervoso e nas glândulas. Se ele se espalhar, pode levar ao aparecimento de nódulos na pele e pólipos no fígado, e o inchaço do abdômen dificulta a respiração.
Trata-se de uma doença muito desgastante, mas ela pode desaparecer tão rapidamente como surgiu, mesmo sem intervenção médica. Na realidade, para bebês com menos de 1 ano, a regressão é tão comum que muitos médicos evitam realizar a quimioterapia imediatamente, na esperança de que os tumores diminuam por conta própria.
"Cuidei de três casos com metástases impressionantes, mas apenas observamos os pacientes e eles se recuperaram", lembra Garrett Brodeur, do Hospital Infantil da Filadélfia.

Por dentro da mente em estado vegetativo
Para evitar o sofrimento dessa espera, Brodeur está buscando entender os mecanismos por trás do desaparecimento de um câncer. "Queremos desenvolver agentes específicos que possam iniciar a regressão para não termos que esperar que a natureza tome seu rumo ou que 'Deus' decida", afirma o médico.
Até agora, Brodeur conseguiu boas evidências. Uma delas é de que as células em tumores de neuroblastoma parecem ter desenvolvido a capacidade de sobreviver sem o fator de crescimento nervoso (NFG, na sigla em inglês), o que permite que elas se reproduzam bem em locais do corpo onde não há o NFG.
A remissão espontânea pode ser provocada por uma mudança natural nas células tumorais, talvez envolvendo os receptores que se ligam ao NFG. Isso pode fazer com que as células percam esse nutriente essencial e não consigam sobreviver.
Se isso for verdade, um medicamento que consiga atuar nesses receptores seria capaz de iniciar a recuperação em outros pacientes, sem os indesejáveis efeitos colaterais provocados por tratamentos mais tradicionais para o câncer.

O poder da infecção
Uma das alternativas estudadas é infectar pacientes com doenças tropicais, como a dengue
Infelizmente, recuperações inesperadas de outros tipos de câncer foram menos estudadas. Mas algumas evidências conhecidas hoje foram descobertas há mais de 100 anos por um médico americano pouco conhecido.
No século 19, William Bradley Coley se surpreendeu quando um paciente que tinha um enorme tumor no pescoço se curou completamente quando pegou uma infecção na pele e teve febre alta.
Coley testou o princípio em alguns outros pacientes e descobriu que, ao infectá-los deliberadamente com bactérias, ou tratando-os com toxinas segregadas por micróbios, tumores impossíveis de serem retirados cirurgicamente foram destruídos.
Será que uma infecção seria uma maneira de estimular a remissão espontânea? Análises recentes dão apoio à ideia. O estudo de Rashidi e Fisher descobriu que 90% dos pacientes que se recuperaram de leucemia tinham sofrido alguma outra doença, como pneumonia, antes do desaparecimento do câncer.
Outros artigos mostraram que tumores sumiram depois de casos de difteria, gonorreia, hepatite, gripe, malária, sarampo e sífilis.
Mas não são os germes sozinhos que provocam a cura: a infecção é quem provoca uma resposta imunológica que torna o ambiente inóspito para o tumor. O aquecimento provocado pela febre, por exemplo, pode tornar as células cancerígenas mais vulneráveis ou até fazer com que elas "se suicidem".
Ou talvez seja importante o fato de que quando estamos lutando contra uma bactéria ou um vírus, nosso sangue está saturado de moléculas inflamatórias que agem como uma "convocatória" para os macrófagos do organismo, transformando essas células imunes em guerreiros que matam e engolem micróbios – e potencialmente o câncer.
Ao mesmo tempo, essas células podem estimular outras do sistema imunológico a reconhecerem as células cancerígenas, e assim atacá-las caso o câncer volte.

Contraindo a cura
Outros cientistas estão avaliando uma linha de combate mais radical. Uma das abordagens é deliberadamente contaminar um paciente de câncer com uma doença tropical.
A técnica, desenvolvida pela start-up americana PrimeVax, tem duas etapas: inicialmente, retira-se uma amostra do tumor e coleta-se células dentríticas do sangue do paciente. Essas células ajudam a coordenar a resposta do sistema imunológico a uma ameaça e, ao serem expostas ao tumor em laboratório, elas podem ser programadas para reconhecer as células cancerígenas.
Na segunda etapa, o paciente é contaminado com o vírus da dengue, antes de receber as novas células dendríticas programadas.
Sob supervisão médica, o paciente acaba desenvolvendo uma febre alta e libera moléculas inflamatórias – colocando o resto do sistema imunológico em alerta vermelho.
O tumor passa a ser o alvo principal de um ataque ostensivo das células imunológicas, lideradas pelas células dendríticas. "A febre da dengue derruba e reagrupa o sistema imunológico, fazendo ele assumir com toda a força seu papel de matar células cancerígenas", explica Burce Lyday, da PrimeVax.
A ideia de infectar pacientes vulneráveis com uma doença tropical pode parecer loucura, mas os cientistas argumentam que a dengue, curiosamente, mata menos adultos do que a gripe comum.
E, uma vez que a febre passe, as células programadas vão se manter alertas para o caso de o tumor reincidir. "O câncer é um alvo em movimento. Muitas terapias atacam de apenas uma frente", afirma Lyday.
O cientista espera realizar os primeiros testes com pacientes de melanoma até o fim deste ano.
É claro que todo cuidado é pouco. Como lembra o irlandês Irvine, "a remissão espontânea é uma pequena peça em um quebra-cabeças muito complicado". Mas se esse tipo de tratamento der certo, as implicações são extraordinárias.

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