terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Câncer de ovário: ultrassom é grande aliado do diagnóstico precoce


Ultrassom é grande aliado no diagnóstico de câncer de ovário.
Dados da American Cancer Society revelam que só este ano mais de 22 mil norte-americanas receberam diagnóstico de câncer de ovário. A doença, que costuma ocorrer com mais frequência depois dos 60 anos, vem gradativamente diminuindo nos últimos vinte anos. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), as estatísticas apontam para uma incidência mais baixa desse tipo de câncer. No ano passado, foram registrados pouco mais de seis mil novos casos. Entretanto, em 75% das vezes, o câncer já estava em estado avançado no momento do diagnóstico – o que reforça a importância da prevenção. 
Na sua evolução, o câncer de ovário costuma ser uma doença silenciosa, dificultando as chances de tratamento e cura. Por isso, é importante que as mulheres estejam sempre atentas. De acordo com o doutor Osmar Saito, médico radiologista do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo, os cistos de ovário são muito mais frequentes do que o câncer de ovário. Características percebidas no exame de ultrassom apontam claramente as diferenças entre cisto e tumor. “O cisto ginecológico simples geralmente é formado por líquido de aspecto homogêneo, sem vegetações sólidas nas suas paredes internas. Por outro lado, o tumor é uma massa anormal de tecido, geralmente sólida, mas que poderá conter alguma quantidade de líquido também. Vale ressaltar que nem todos os nódulos com vegetações são malignos”, diz o médico.
A endometriose também pode apresentar cistos com septos e conteúdo espesso – que muitas vezes sugerem tumores de natureza maligna. A doença costuma acometer boa parte das mulheres jovens. “Nesse ponto, o uso do ultrassom com Doppler colorido poderá identificar, dentro das vegetações ou septos, vasos arteriais. Outros tumores que atingem pacientes jovens são os teratomas, cujo componente maior é a gordura, mas podem ter dentes e, espantosamente, até cabelo. Embora benignos, eles podem sofrer ação gravitacional e torcer o ovário, resultando numa urgência cirúrgica”, afirma o radiologista. 
Na opinião de Saito, o surgimento de cistos com formas bizarras (septos, vegetações internas e líquido espesso) em pacientes na menopausa costuma gerar maior preocupação, já que podem favorecer metástases (semeadura de células tumorais) precocemente. “Se diagnosticados a tempo e retirados cirurgicamente, esses tumores costumam ter altos índices de cura. Portanto, o grande aliado da saúde da mulher é o exame clínico periódico, seguido de perto dos exames laboratoriais e dos exames de imagem, como o ultrassom”.
Os sintomas que costumam levar à investigação diagnóstica do câncer de ovário são a dor pélvica, dor durante a relação sexual, aumento progressivo do volume da barriga, alterações no ritmo alimentar (perda de apetite ou rápido empachamento logo após as refeições), e aumento da frequência urinária. Sempre que esses sintomas persistem por algumas semanas, é hora de buscar ajuda médica. Embora o público-alvo sejam mulheres na menopausa, esses sintomas também podem acometer pacientes jovens – que nem por isso devem deixar de consultar um especialista.

4 comentários:

  1. Oi Nanci. E a transvaginal? Bj Beth

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  2. Beth,

    Acredito que o artigo se refira ao ultrassom como um todo, incluindo o transvaginal!

    Bjs.

    Nanci

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  3. Oi Nanci!
    Qual será a periodicidade ideal para se fazer o ultrassom? Anualmente? E a partir de qual idade isso seria recomendável?
    Eu tinha endometriomas nos ovários, mas o ultrassom com doppler colorido foi possível visualizar que o conteúdo era líquido e que não tinha nenhum tipo de vaso. De qualquer forma esse material foi para a biópsia depois da cirurgia que tive de fazer e confirmou que era benigno.
    Bj,
    Caroline

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  4. Olá Caroline,
    O ideal é anualmente, mas na presença de alguma anomalia, o médico é quem irá determinar ser será necessário encurtar esse tempo.
    Bjs.
    Nanci

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