domingo, 3 de fevereiro de 2013

Convivendo com as sequelas e efeitos colaterais do tratamento...

O tratamento para câncer de ovário (cirurgia e quimioterapia) é bastante agressivo. A cirurgia citorredutora acaba por mudar a anatomia e a alterar o funcionamento do organismo em razão da retirada de vários órgãos: A retirada dos ovários causa a interrupção abrupta na produção de hormônios sexuais (estrógeno e progesterona). Ocorre a menopausa cirúrgica, cujos sintomas são muito mais intensos (fogachos, alterações de humor, secura vaginal, sudorese, osteoporose, acúmulo de gordura no abdômen,  fadiga, ganho de peso, dores articulares, alterações urinárias, depressão e risco de problemas cardíacos). Com a retirada do útero e do colo do útero, ocorre a redução da vagina que é transformada em um bolso fechado e há uma perda de apoio para a bexiga e o intestino. A retirada dos linfonodos da região abdominal compromete a drenagem linfática dos membros inferiores, causando edemas nos pés e pernas. A retirada da vesícula causa alguns problemas digestivos, necessitando de uma dieta controlada e pobre em gorduras. A quimioterapia causa também efeitos colaterais, cuja intensidade varia de pessoa para pessoa, conforme o tipo, localização do câncer, a dose de tratamento e saúde da pessoa. Muitos efeitos colaterais da quimioterapia tendem a desaparecer no final do tratamento. No entanto, alguns podem persistir, retornar, ou surgirem mais tarde. Por exemplo, alguns tipos de quimioterapia estão associadas a danos permanentes em órgãos como o coração, pulmão, fígado, rins e sistema reprodutivo. Além disso, algumas pessoas sentem que as funções cognitivas (como o pensamento, concentração e memória) permanecem como um desafio por meses ou anos após o tratamento. Enquanto isso, alterações no sistema nervoso podem se desenvolver meses ou anos após o tratamento, pois os nervos são danificados (neuropatia), podendo causar os seguintes sintomas: formigamento, queimação, fraqueza ou dormência de mãos e pés, fraqueza, dores musculares, cansaço, perda de equilíbrio e dificuldades para andar, agitação ou tremores, torcicolo, dor de cabeça, problemas visuais, dificuldade auditiva.
Além das sequelas, que são irreversíveis, continuo sentindo a maioria dos efeitos colaterais da quimioterapia citados acima e, em razão disso, a minha médica oncologista me manteve afastada do trabalho, pois ainda não foi possível acertar em um medicamento para amenizar alguns dos sintomas (neuropatia e fogachos).
Passarei em consulta com uma médica especialista em cuidados paliativos, no Hospital AC Camargo, e minha esperança é que ela consiga acertar em um medicamento que possa amenizar esses sintomas sem me causar tantos outros efeitos colaterais, além dos que já possuo em razão da quimio, como os causados pelos medicamentos Venlafaxina, Gabapentina e Lyrica.



2 comentários:

  1. Olá Nanci, muito informativo teu blog. Tem poucos materiais sobre o ovário. Espero que esteja bem eu estou em remissão há 2 anos. bjs!

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    Respostas
    1. Fran, bom dia!

      Que notícia maravilhosa e animadora: Em remissão há dois anos?
      Estou efetuando os exames a cada 3 meses e confesso que é muita adrenalina ao abrir os exames! Estou aprendendo a lidar com tamanha ansiedade, mas fora isso estou bem!
      Quanto ao blog, busco por notícias sobre novos tratamentos diariamente e os artigos em outro idioma eu os traduzo para passar para as leitoras do blog!
      Beijos e tudo de bom.

      Nanci

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