terça-feira, 11 de dezembro de 2012

"A CURA PELA FÉ"


A ciência comprova que a espiritualidade pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares e diabetes. Atenua também os sintomas de enfermidades como AIDS e câncer, além de melhorar a qualidade de vida e diminuir a violência

Por Samantha Cerquetani

"A fé atua em diversas áreas cerebrais, principalmente no sistema límbico, que é responsável pelas emoções"

E foi comprovado cientificamente que pessoas espiritualizadas podem diminuir o risco de alguns tipos de doenças como as cardiovasculares, o diabetes, acidentes vasculares cerebrais (AVC), infartos e insuficiência renal. Além de amenizar os sintomas de doenças crônicas como AIDS e câncer
Ao adquirir o autoconhecimento e a aceitação proporcionados pela fé, o indivíduo consegue mudar seus hábitos, como melhorar a alimentação, praticar atividade física, ter um sono reparador e manter o equilíbrio nos pensamentos e atitudes. A espiritualidade também ajuda a combater a depressão, já que atenua os sentimentos de amargura, raiva, estresse e mesmo ressentimentos.
Ela ainda reforça o sistema imunológico, prevenindo diversas doenças”, afirma Ricardo Monezzi, pesquisador e psicobiólogo do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele explica que os indivíduos espiritualizados, independentemente da religião, demonstram ser menos violentos, pois pensam no próximo, são altruístas e muitas vezes demonstram ser mais solidários.
Além disso, pessoas espiritualizadas cometem menos suicídio, ficam menos tempo internadas nos hospitais e geralmente têm mais qualidade de vida. “Elas acreditam que a vida tem um objetivo e aceitam as adversidades com mais clareza e não se sentem desamparadas nos momentos difíceis”, relata o pesquisador Monezi.
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Toronto (Canadá), liderada pelo professor de Psicologia Michael Inzlicht, constatou que a fé pode diminuir a ansiedade, a depressão e o estresse. Os participantes realizaram um teste, conhecido como Stroop, onde foram analisadas as atividades cerebrais dos indivíduos, e foi comprovado que a crença tem um efeito calmante cuja consequência é a diminuição da ansiedade, bem como o medo de enfrentar o que nos parece incerto e desconhecido.
“Existem pesquisas com Ressonância Nuclear Magnética Funcional, que demonstram áreas específicas do cérebro que se ‘acendem’ em orações ou meditações”, pontua Niura. Entretanto, Habermann destaca que, apesar de os recursos tecnológicos terem registrado inusitados mecanismos da fisiologia cerebral, principalmente na área das emoções, ainda há muito o que se descobrir nesse assunto.

Novo paradigma
Como tem reagido a medicina convencional diante dessa nova realidade? De acordo com Paulo de Tarso Lima, coordenador do Setor de Medicina Integrativa e Complementar do Programa Integrado de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e autor do livro Medicina Integrativa – a cura pelo equilíbrio (MG editores), os profissionais da saúde entenderam que o ser humano precisa cuidar do corpo, mente e espírito. E atualmente, em algumas escolas de medicina, os alunos já possuem matérias sobre a importância da espiritualidade no processo de cura.
“Há um movimento global na área da saúde que identifica as necessidades dos pacientes e visa respeitar as decisões de cada um, independentemente das crenças ou valores”, afirma. Para que isso ocorra, a conversa entre paciente e médico é fundamental. Com o diálogo, o profissional saberá no que a pessoa acredita e poderá informar que há bases científicas que comprovem que a espiritualidade auxilia no processo de cura.
O médico deverá abordar o paciente de forma humana, entender e explicar o que há por trás das doenças e discutir como ele vê a doença e a cura. “Os médicos precisam respeitar seus pacientes. Escutá-los com atenção e indicar tratamentos que possam ajudar nesse processo”, explica Lima .
A prática médica tem mostrado aos profissionais da saúde — convencionais ou não — a importância da fé como coadjuvante da cura dos males orgânicos. Além de curar, cultivar a fé muda os hábitos, torna os indivíduos mais saudáveis, atenua sintomas de doenças, pode levar à cura e traz um sentido na vida de cada um. Crer é preciso.

A Cura pela Fé ou Cura Espiritual é uma forma de tratar doenças, sejam elas de qualquer nível de gravidade, por meios espirituais. A Cura se dá pela crença em uma determinada religião (cristã, xamânica, espírita, entre outras) ou ainda por auto-sugestão.
A Doutrina Espírita ganha cada vez mais destaque na mídia e recentemente foi assunto de capa da revista Veja (edição 2,235) devido à escolha de Reinaldo Gianecchini de aliar este recurso ao seu tratamento médico do câncer com o qual foi diagnosticado.  Durante sua internação no Hospital Sírio-Libanes, em São Paulo, o ator recebeu a visita de um médium, que sob efeito mediúnico do espírito Dr. Alonso, fez a “Oração para Jesus”, a reza pela cura.
Segundo a revista Veja, o número de pessoas que buscam ajuda espiritual para o tratamento de doenças no Brasil é bastante significativo, chegando a 80% dos pacientes com câncer. No entanto, algumas vezes o uso da medicina convencional é recusado durante o tratamento espiritual, o que me parece uma atitude bastante radical.
A “Cura pela Fé” é, para aqueles que acreditam, indiscutivelmente eficaz. Muitos recorrem à ela em casos de doenças sem cura. Mas “dispensar” o uso da medicina, tecnologia e da ciência é quase que andar para trás. Com certeza a religiosidade ajuda muito em momentos difíceis como uma doença grave e então, aliar a fé à medicina é com certeza algo muito positivo.


Fonte: Revista Viva Saúde



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