segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Mas que cabelo é esse?

Após 3 meses do término das quimios os meus cabelos voltaram a crescer!
Como anunciava um antigo comercial de TV: "A minha voz continua a mesma, mas os meus cabelos, quanta diferença!"
E bota diferença nisso. O meu cabelo, que antes era bem liso e castanho escuro, está nascendo grisalho e eriçado! As vezes não me reconheço diante do espelho! Será que terei que aderir à chapinha? Oh céus!

Ao pesquisar sobre o assunto, achei um artigo da Folha de São Paulo, de 03/09/12, que diz o seguinte:

Depois que o ator Reynaldo Gianecchini, 39, apareceu com os cabelos crespos e cacheados por conta do tratamento de um linfoma, muitos se perguntam se a quimioterapia afeta a textura do cabelo e se esses efeitos são reversíveis.
O cabelo que nasce logo depois do tratamento costuma ser diferente do cabelo que a pessoa tinha antes. "Isso acontece porque os fios crescem em ciclos diferentes, primeiro mais grossos, depois mais finos, o que deixa o cabelo desigual", explica Artur Malzyner, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica.

Recentemente, o "British Journal of Dermatology" publicou um estudo sobre as modificações estruturais do cabelo após a quimioterapia. O estudo concluiu que a mudança no aspecto dos fios acontece por conta da diminuição da espessura da fibra capilar e da alta variação na espessura dos fios no couro cabeludo do indivíduo.
Em geral, o que acontece durante a quimioterapia é uma queda acentuada de cabelo. O paciente fica praticamente careca porque as células responsáveis pelo crescimento de pelos têm uma taxa de proliferação muito alta, comparável à velocidade de divisão celular de alguns tumores malignos. Isso faz com que, na tentativa de evitar a proliferação de células cancerígenas, o tratamento destrua também as células do cabelo.
Cerca de três meses depois do tratamento começam a nascer fios diferentes do original. Em um ano, a maior parte dos pacientes já está com o cabelo completamente normal, explica Malzyner.
A mudança no fio ocorre porque a região que controla a espessura e a simetria da fibra capilar é justamente a matriz, área celular afetada pela quimioterapia. Assim, cabelos antes lisos e grossos podem se tornar cacheados e finos e vice-versa.
Pode haver ainda mudanças na cor. O ator Reynaldo Gianecchini, por exemplo, disse que teve de pintar os cabelos, que passaram a nascer grisalhos depois da quimioterapia. "Há registro de pessoas ruivas que se tornaram loiras e de pessoas muito jovens que ficaram grisalhas", conta a dermatologista Camila Hofbauer, do Grupo de Dermatologia Estética do Hospital das Clínicas da USP.
Não dá para prever se o cabelo voltará ao normal. Caso não volte, o jeito é recorrer a tratamentos estéticos se o paciente não se acostumar com o novo cabelo.
Já existem técnicas para controlar a queda durante a quimioterapia: "Dá para usar um dispositivo de resfriamento do couro cabeludo que causa a vasoconstrição local e reduz os efeitos do medicamento nos folículos", explica Hofbauer

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