quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A oitava quimioterapia e a neuropatia.

Neuropatia periférica
No dia 03/08/12 recebi a oitava e última quimioterapia. A dosagem foi diminuida em 25%, pois estou com grau 3 de neuropatia, causada pelo quimioterápico taxol.
A neuropatia periférica é aquela sensação comum que ocorre quando sua perna "dorme". Você pode apalpar ou espetar a pele e não sentirá quase nada.  As fibras de nervos lesionados não transmitem sinais claros, então, por alguns instantes, seu cérebro não recebe as mensagens da perna. 
Na maioria dos casos de neuropatia periférica, a disfunção dos nervos começa nos dedos dos pés e nos pés, e continua lentamente para cima, espalhando-se para as panturrilhas e pernas. Mais tarde, as mãos e os braços podem ser afetados. Geralmente, os sintomas ocorrem simetricamente, isto é, eles começam em ambos os pés e pernas e podem piorar durante a noite.
Os sintomas comuns da neuropatia periférica incluem:


  • paralisia sensação de formigamento ou pontada
  • dor
  • sensação de queimação
  • incapacidade de sentir calor ou frio intensos
  • cãibras
  • extrema sensibilidade ao toque
  • perda de coordenação
  • fraqueza e perda dos reflexos

A neuropatia periférica produz esse conjunto de sintomas porque os diferente tipos de nervos executam papéis distintos no corpo. Via de regra, as grandes fibras nervosas sensoriais recebem as sensações de tato e vibração, então a disfunção desses nervos pode causar paralisação e problemas com equilíbrio. As fibras nervosas mais finas transmitem a dor e a sensibilidade à temperatura. Disfunções nesses nervos podem disfarçar a dor e o desconforto de um corte ou ferimento, fazendo com que você não perceba a lesão.
No meu caso, a neuropatia atingiu ambos os pés, pernas, até a altura da panturrilha, e as pontas dos dedos das mãos.
A minha médica oncologista me disse que esses sintomas costumam ser reversíveis, mas que pode demorar até um ano para voltar ao normal.
Fora a neuropatia, desta vez não tive nenhum outro sintoma com a quimioterapia.
Para o câncer de ovário, o tratamento é somente este: cirurgia e quimioterapia. Não é possível a radioterapia, pois traz poucos benefícios. Também não há nenhum medicamento para ser tomado via oral para se evitar a recidiva da doença.
De agora em diante, terei que efetuar exames mensais (tomografia e marcador tumoral) e posteriormente, trimestrais, para acompanhar o resultado do tratamento e detectar uma possível recidiva.
Sei que não será fácil lidar com a ansiedade de agora em diante, mas tenho fé que tudo dará certo e que Deus está cuidando de mim!



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